Falta de energia, triciclos elétricos: como Cuba sobrevive ao bloqueio dos EUA
População encontrou maneiras pouco convencionais para manter atividades básicas em funcionamento na ilha
Internacional|Do R7
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A pressão econômica exercida pelos Estados Unidos sobre Cuba ainda não provocou o desfecho esperado pelo governo de Donald Trump. Mesmo após meses de restrições que agravaram a falta de combustível na ilha, o governo cubano permanece no poder e a população encontrou maneiras improvisadas de lidar com a escassez.
Uma reportagem publicada pelo The New York Times mostra como a falta de energia e de outros recursos levou moradores a recorrer a soluções pouco convencionais para manter atividades básicas em funcionamento.
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Em diferentes regiões do país, painéis solares passaram a ser instalados em veículos elétricos, enquanto baterias de lítio são utilizadas para garantir energia durante eventos e outras atividades. Há ainda moradores que adaptaram automóveis para funcionar com fontes alternativas, como carvão e óleo de cozinha.
Um dos exemplos mais inusitados encontrados pelos jornalistas foi o de um agricultor que montou uma pequena estrutura em casa capaz de produzir combustível a partir de plástico triturado. A iniciativa faz parte de uma cultura de improvisação que ganhou força entre os cubanos após décadas de dificuldades econômicas.
Esse comportamento é resumido pela palavra “resolver”, que no cotidiano cubano ultrapassa o significado literal de solucionar um problema. O termo representa a busca por qualquer alternativa disponível diante da falta de produtos, combustível ou serviços.
A habilidade de improvisar já havia sido demonstrada em outros períodos de crise. Após o fim da União Soviética, quando Cuba perdeu uma de suas principais fontes de apoio econômico, moradores adaptaram antigos veículos americanos com motores soviéticos e chegaram a buscar alternativas para alimentos que haviam desaparecido das prateleiras.
A atual crise energética, portanto, não encontrou uma população sem experiência em lidar com a escassez. Segundo o New York Times, os recursos disponíveis são constantemente adaptados para suprir necessidades que antes dependiam de estruturas convencionais.
Embora as dificuldades sejam severas, essas estratégias ajudam a explicar como a vida cotidiana continua em funcionamento na ilha.
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