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Falta de energia, triciclos elétricos: como Cuba sobrevive ao bloqueio dos EUA

População encontrou maneiras pouco convencionais para manter atividades básicas em funcionamento na ilha

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A pressão econômica dos EUA sobre Cuba agravou a falta de combustível.
  • Moradores cubanos improvisam soluções, como o uso de painéis solares e baterias de lítio, para enfrentar a escassez de energia.
  • Exemplos de inovação incluem automóveis adaptados para usar carvão e óleo de cozinha, e produção de combustível a partir de plástico triturado.
  • A cultura de 'resolver' reflete a habilidade dos cubanos de improvisar e adaptar recursos durante crises econômicas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Cubanos adaptaram automóveis para funcionar com fontes alternativas Reprodução/YouTube/Jornal da Record

A pressão econômica exercida pelos Estados Unidos sobre Cuba ainda não provocou o desfecho esperado pelo governo de Donald Trump. Mesmo após meses de restrições que agravaram a falta de combustível na ilha, o governo cubano permanece no poder e a população encontrou maneiras improvisadas de lidar com a escassez.

Uma reportagem publicada pelo The New York Times mostra como a falta de energia e de outros recursos levou moradores a recorrer a soluções pouco convencionais para manter atividades básicas em funcionamento.


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Em diferentes regiões do país, painéis solares passaram a ser instalados em veículos elétricos, enquanto baterias de lítio são utilizadas para garantir energia durante eventos e outras atividades. Há ainda moradores que adaptaram automóveis para funcionar com fontes alternativas, como carvão e óleo de cozinha.

Um dos exemplos mais inusitados encontrados pelos jornalistas foi o de um agricultor que montou uma pequena estrutura em casa capaz de produzir combustível a partir de plástico triturado. A iniciativa faz parte de uma cultura de improvisação que ganhou força entre os cubanos após décadas de dificuldades econômicas.


Esse comportamento é resumido pela palavra “resolver”, que no cotidiano cubano ultrapassa o significado literal de solucionar um problema. O termo representa a busca por qualquer alternativa disponível diante da falta de produtos, combustível ou serviços.

A habilidade de improvisar já havia sido demonstrada em outros períodos de crise. Após o fim da União Soviética, quando Cuba perdeu uma de suas principais fontes de apoio econômico, moradores adaptaram antigos veículos americanos com motores soviéticos e chegaram a buscar alternativas para alimentos que haviam desaparecido das prateleiras.


A atual crise energética, portanto, não encontrou uma população sem experiência em lidar com a escassez. Segundo o New York Times, os recursos disponíveis são constantemente adaptados para suprir necessidades que antes dependiam de estruturas convencionais.

Embora as dificuldades sejam severas, essas estratégias ajudam a explicar como a vida cotidiana continua em funcionamento na ilha.

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