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Dinamarca segue tendência europeia de rearmamento diante da ameaça russa

País ampliou o serviço militar obrigatório para 11 meses, passou a incluir mulheres e pretende elevar o número de recrutas até 2033

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Dinamarca ampliou o serviço militar obrigatório para 11 meses e incluiu mulheres, com objetivo de aumentar o número de recrutas até 2033.
  • O fortalecimento militar ocorre em resposta à guerra na Ucrânia e às ameaças russas à Europa.
  • O país, aliado dos EUA, enviará 100 soldados à Groenlândia para reforçar a presença militar na região.
  • O cenário atual é visto como a maior corrida armamentista desde a Segunda Guerra Mundial, com a Dinamarca se sentindo ameaçada pela Rússia.

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Cerca de 1.600 militares dinamarqueses iniciaram o novo período de serviço militar obrigatório ampliado no país. Em 2024, o governo da Dinamarca anunciou a expansão do serviço militar para incluir mulheres e a ampliação da duração padrão do serviço, que passou de quatro para 11 meses. Além disso, o número de recrutas deverá aumentar de 5.000 para 7.500 por ano até 2033.

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Ameaças de Trump ao território da Groenlândia também trouxeram preocupação à Dinamarca Reprodução/ RECORD NEWS

O fortalecimento da presença militar dinamarquesa ocorre em meio à guerra na Ucrânia e às ameaças russas à Europa. Paralelamente, o país também acompanha com preocupação a disputa envolvendo a Groenlândia e os Estados Unidos. Ainda neste mês, 100 soldados devem ser enviados à ilha para assumir tarefas operacionais atualmente desempenhadas por tropas profissionais. A premiê da Dinamarca afirmou que o país está preparado para defender cada centímetro do território da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte).


Em entrevista ao programa Conexão Record News, Vitelio Brustolin, pesquisador de Harvard e professor de Relações Internacionais da UFF (Universidade Federal Fluminense), destacou que a Dinamarca é um dos principais aliados dos Estados Unidos e que, em alguns conflitos, proporcionalmente à sua população, o país perdeu mais soldados do que os próprios EUA.

Segundo o especialista, a Dinamarca, apesar de ser um país pequeno, sente-se ameaçada pela Rússia, “como toda a Europa nesse momento”, em um cenário que ele define como a maior corrida armamentista desde a Segunda Guerra Mundial. “A Dinamarca está implementando algo que outros países da região também implementaram”, afirmou.

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