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Dilma confirma execução de brasileiro e chama embaixador de volta ao país

Internacional|Do R7

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(Acrescenta informações). Brasília, 17 jan (EFE).- A presidente Dilma Rousseff manifestou neste sábado sua "consternação" e "indignação" após a confirmação da execução de Marco Archer Cardoso Moreira por fuzilamento na Indonésia, e chamou o embaixador do Brasil em Jacarta para consultas. "A presidente Dilma Rousseff tomou conhecimento, consternada e indignada, da execução de Marco Archer", condenado à morte por tráfico de drogas na Indonésia, afirmou um comunicado da presidência. Outro brasileiro, Rodrigo Muxfeldt Gularte, permanece no corredor da morte no país asiático pelo mesmo crime. A data de sua execução ainda não foi marcada. A nota confirma que Archer, o primeiro brasileiro executado no exterior em cumprimento de uma pena de morte, foi fuzilado "às 15h31 horário de Brasília". O brasileiro estava há 11 anos preso. "Sem desconhecer a gravidade dos crimes que levaram à condenação de Archer e respeitando a soberania e o sistema jurídico indonésio, a presidenta dirigiu pessoalmente, na sexta-feira última, apelo humanitário ao seu homólogo Joko Widodo, para que fosse concedida clemência ao réu, como prevê a legislação daquele país", disse o comunicado. A presidente "lamenta profundamente que esse derradeiro pedido, que se seguiu a tantos outros feitos nos últimos anos, não tenha encontrado acolhida por parte do Chefe de Estado da Indonésia, tanto no contato telefônico como na carta enviada, posteriormente, por Widodo", afirmou o comunicado. "O recurso à pena de morte, que a sociedade mundial crescentemente condena, afeta gravemente as relações entre nossos países", acrescentou o texto. Na nota, Dilma "dirige uma palavra de pesar e conforto à família enlutada" e conclui afirmando que o embaixador do Brasil em Jacarta foi chamado a Brasília para consultas. Imagens da televisão da Indonésia mostraram parentes de Archer no momento em que entraram no presídio para uma última visita. Entre os últimos desejos do brasileiro estava comer um prato de bacalhau, que foi levado por sua tia. Em um vídeo gravado nesta semana pelo próprio Archer na prisão, ele diz que está vivendo um momento "muito difícil". "Estou sofrendo. Sei que me equivoquei e cometi um erro gravíssimo, mas acho que mereço outra oportunidade", pois "todo o mundo se equivoca". Archer também pede "perdão" e diz que pretende "mostrar aos jovens que as drogas só levam à prisão ou a morte". Em suas últimas palavras, confessa seus sentimentos em relação ao iminente cumprimento da pena: "Me colocarão uma venda nos olhos e me executarão a tiros. Mas tenho esperança. Minha vida não pode acabar dessa maneira tão dramática". EFE ed/dk

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