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Dilma diz estar "feliz" com a decisão da Justiça russa de libertar ativista brasileira do Greenpeace

Ana Paula Maciel recebeu hoje o direito de responder ao processo em liberdade

Internacional|Do R7, com EFE

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Ativista brasileira sorri após decisão
Ativista brasileira sorri após decisão

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta terça-feira (19) que está "feliz" com a decisão da Justiça russa de libertar a bióloga brasileira Ana Paula Maciel, que está presa na Rússia desde 19 de setembro devido a um protesto do Greenpeace contra a exploração de petróleo no Ártico.

"Fiquei feliz com a notícia de que a bióloga brasileira Ana Paula Maciel possa, mediante fiança, responder em liberdade ao seu processo na Justiça da Rússia", escreveu Dilma em sua conta no Twitter.


Ana Paula está presa em São Petersburgo, junto com outros 29 ativistas, desde o dia 19 de setembro, quando o Greenpeace realizou um protesto no mar contra a exploração de petróleo no Ártico. Hoje, a Justiça concedeu liberdade provisória mediante pagamento de fiança, o que significa que ela responderá ao processo em liberdade, mas, provavelmente, não poderá deixar o país.

Ao longo desta semana, todos os ativistas serão julgados por uma corte da cidade russa para saber se continuarão detidos ou se responderão em liberdade. Ao menos seis membros do Greenpeace já receberam a mesma decisão que favoreceu a brasileira.


Ainda pelo Twitter, a presidente disse que o Itamaraty (Ministério de Relações Exteriores) "está acompanhando com atenção o caso de Ana Paula".

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Chanceler brasileiro viaja a Moscou


O chanceler do Brasil, Luiz Alberto Figueiredo, fará nesta quarta-feira (20) sua primeira viagem oficial a Moscou desde que ocupa o cargo, para uma reunião com seu colega russo, Sergei Lavrov, na qual abordará a situação da ativista brasileira do Greenpeace detida no país.

Figueiredo assumiu a pasta de Relações Exteriores em agosto e, em seu primeiro encontro oficial com Lavrov, está previsto que ambos os ministros analisem diversos aspectos da relação bilateral e da "sociedade estratégica" que o Brasil e Rússia assinaram em 2002, segundo o Itamaraty.

Os dois chanceleres também discutirão assuntos da agenda política e econômica do grupo Brics, que o Brasil e Rússia formam junto com a Índia, China e África do Sul.

Além disso, Figueiredo reiterará a inquietação do governo da presidente Dilma Rousseff pela situação da ativista brasileira do Greenpeace, que faz parte do grupo de 30 detidos do grupo ecologista durante um protesto no Ártico russo.

No plano bilateral, o principal assunto será a busca de alternativas que permitam reforçar o comércio entre duas das grandes economias emergentes, que no ano passado foi de quase US$ 6 bilhões.

Além disso, Figueiredo e Lavrov aproveitarão a ocasião para preparar uma reunião da Comissão Intergovernamental de Cooperação entre ambos os países, que em dezembro examinará em Brasília os planos conjuntos nas áreas de defesa, comércio, investimentos, energia, ciência e tecnologia, educação e esportes.

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