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Diplomata dos EUA relata falta de reação após ataque em Benghazi

Internacional|Do R7

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WASHINGTON, 8 Mai (Reuters) - Um ex-diplomata dos Estados Unidos na Líbia disse na quarta-feira a parlamentares que era possível adotar mais providências para evitar o atentado do ano passado ao consulado do país em Benghazi, que resultou na morte do embaixador dos EUA.

Em audiência parlamentar marcada por um emotivo depoimento e por inflamadas acusações políticas, Gregory Hicks, encarregado de negócios dos EUA na Líbia na época do atentado, detalhou uma série de frenéticos telefonemas para Washington e entre Trípoli e Benghazi, incluindo um que o embaixador Christopher Stevens interrompe depois de dizer ao adjunto: "Greg, estamos sob ataque".


Stevens e três outros norte-americanos morreram no atentado, supostamente cometidos por militantes ligados à Al Qaeda contra o pouco vigiado consulado norte-americano e uma instalação mais protegida da CIA.

Em alguns momentos, Stevens ficou com a voz embargada no seu depoimento à Comissão de Fiscalização da Câmara dos Deputados. Receber a notícia da morte do chefe, disse ele, "foi o telefonema mais triste que já recebi na vida".


Ele criticou o fato de as forças especiais dos EUA não terem sido autorizadas a viajar a Benghazi por ocasião dos ataques, e disse que o sobrevoo de um avião norte-americano poderia ter dissuadido os militantes.

(Por Patricia Zengerle)

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