Doença de Berlusconi não é aceita como motivo para adiar audiência
Internacional|Do R7
Roma, 9 mar (EFE).- Os médicos que deveriam decidir se a uveíte que sofre o ex-primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, justificava sua ausência na audiência deste sábado do julgamento pelo caso Mediaset, no qual está acusado de fraude fiscal, negaram que esta doença represente um impedimento para sua presença. Deste modo, a audiência foi retomada após uma suspensão de várias horas, à espera que a equipe médica avaliasse a gravidade da condição de 'Il Cavaliere', que desde ontem permanece internado no hospital São Raffaele de Milão por causa dessa inflamação ocular. Os médicos foram designados nesta manhã pelos juízes do Tribunal de Apelação de Milão, depois que a defesa de Berlusconi anunciou que o ex-primeiro-ministro não compareceria à audiência por causa de uma uveíte. Após a rejeição da justificativa da ausência de Berlusconi, seus advogados, Piero Longo e Niccolò Ghedini, declararam que, com sua decisão, os juízes demonstraram que não são imparciais e antipatizam com seu cliente. A decisão dos juízes encarregados de seguir o caso Mediaset acontece depois que ontem Berlusconi não compareceu à audiência por outro dos processos que tem aberto em Milão, pelo caso Ruby, no qual está acusado por abuso de poder e incitação à prostituição de menores, alegando o mesmo problema médico. A promotoria considerou que se tratava de uma estratégia para alongar o processo adiando a audiência, na qual estava previsto que a acusação apresentaria sua solicitação de condenação para Berlusconi. Por isso, a promotora Ilda Bocassini pediu que se comprovasse o estado de saúde de Berlusconi, mas ao contrário do que ocorreu hoje, seu pedido foi rejeitado e os juízes aceitaram a uveíte como legítimo impedimento para sua presença tribunal. Berlusconi já foi condenado em primeira instância no julgamento pelo caso Mediaset a quatro anos de prisão e a entre três e cinco anos de proibição do desempenho de diferentes cargos públicos e privados. No entanto, o político conservador poderá beneficiar-se da lei sobre indultos de 2006, pela qual terá perdoado três dos quatro anos de prisão. Além disso, a pena de inabilitação para cargos também não começará a contar até que a sentença seja definitiva, após uma eventual passagem pela Suprema Corte. EFE ebp/rsd












