Egito cria comissão para investigar fatos dos últimos 6 meses
Internacional|Do R7
Cairo, 22 dez (EFE).- O presidente egípcio, Adly Mansour, designou neste domingo uma comissão para investigar os fatos ocorridos no país por causa dos protestos de 30 junho, e que levaram à derrocada militar de Mohamed Morsi, informou a agência oficial "Mena". A comissão, segundo o decreto presidencial de sua constituição, "recopilará informações e provas" sobre os fatos registrados no país, além de investigar e documentar os eventos. Para recolher as provas, a comissão "realizará reuniões e escutará testemunhos para analisá-los, definir as circunstâncias e destacar os atos criminosos que poderiam ter sido cometidos contra os cidadãos durante os eventos investigados", explicou o decreto. O governo nomeou o juiz Abdel Moneim Riad presidente da comissão, que incluirá como membros os juristas Hazem Atlam e Mohamed Badran, o ex-embaixador do Egito nos Estados Unidos Abdel-Raouf El-Ridi e o ex-subsecretario de Justiça Justiça Iskander Gatunas. A comissão tem seis meses para elaborar e apresentar o relatório perante a Presidência e poderá recorrer aos veículos de comunicação governamentais e especialistas que considere necessários para fazer seu trabalho. Após a cassação de Morsi em julho deste ano, as autoridades egípcias lançaram uma campanha de detenção de líderes da confraria da Irmandade Muçulmana, à qual pertence o ex-mandatário, e reprimiram os protestos de seus seguidores. O desmantelamento, em 14 de agosto, dos dois grandes acampamentos islamitas nas praças de Rabea ao Adauiya e Nahda, no Cairo, foi uma das operações mais importantes da repressão contra os seguidores de Morsi, e deixou centenas de mortos. EFE ms/cdr












