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Eleições na Itália: líderes dizem que não haverá acordo pós-eleição

Pesquisas apontam que nenhum partido alcançará maioria para formar o novo governo e rivais políticos insistem que não farão acordo

Internacional|Do R7

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A eleição da Itália vai ocorrer daqui a duas semanas e rivais políticos insistem que não farão um acordo para formar um governo no caso de um Parlamento sem maioria, um resultado que as pesquisas apontam como o mais provável.

Durante a campanha, o líder de centro-direita Silvio Berlusconi classificou o chefe do anti-establishment Movimento 5-Estrelas, Luigi Di Maio, como somente um "rostinho bonito" cuja única experiência de trabalho foi a de fiscal no estádio de futebol de Nápoles "para poder ver os jogos de graça".


Matteo Renzi, ex-premiê de centro-esquerda, disse que Berlusconi quase levou o país à falência em 2011 e que o 5-Estrelas está repleto de "parasitas e fraudadores". Já Di Maio acusou tanto o partido de Renzi quanto o de Berlusconi de serem inerentemente corruptos.

"Agora é a hora em que você tem que ir na jugular de seu oponente", opinou Francesco Galietti, analista político da Policy Sonar de Roma.


Acordo virá depois da eleição

Mas no dia seguinte à eleição de 4 de março líderes partidários como Berlusconi, da Força Itália, Di Maio, do 5-Estrelas, e Renzi, do Partido Democrático (PD), provavelmente recolherão as facas e começarão a conversar.


"Ninguém está insinuando possíveis alianças pós-voto porque primeiro tem que conversar com seus próprios eleitores", disse Maurizio Pessato, diretor da empresa de sondagens SWG. "Em 5 de março a situação virará completamente do avesso."

Mais de 50 milhões de italianos, incluindo os que vivem no exterior, serão convidados a depositar seus votos usando uma lei eleitoral jamais testada que terá dois terços de representação proporcional e um terço de eleitos por maioria dos votos.


O sistema híbrido foi adotado no ano passado em parte para conter as chances de uma vitória esmagadora do 5-Estrelas favorecendo a formação de coalizões antes da votação.

Como resultado, a direita e a esquerda criaram alianças táticas para ampliar seu apelo, mas as duas coalizões ainda parecem distantes de uma maioria parlamentar.

Devido ao elemento proporcional predominante da lei, cada partido --em uma coalizão ou não-- está colocando seus interesses em primeiro lugar, mesmo à custa de seus aliados.

A aliança de centro-direita que inclui Força Itália, Liga Norte e Irmãos da Itália está liderando as pesquisas com 36-38 por cento das intenções de voto, o que faz dela a única com chance de conquistar uma maioria absoluta.

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