Em meio a tensões, especialista diz que EUA devem transferir bases militares na Europa
Guerra no Oriente Médio tem gerado atritos entre Trump e países como Espanha e Itália
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Para punir aliados da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) que não contribuem com a guerra no Irã, os Estados Unidos estariam estudando a possibilidade de suspender membros da proteção que o tratado garante. Documentos sigilosos do Pentágono obtidos pela agência de notícias Reuters revelam que os planos envolvem a Espanha.
O primeiro-ministro do país, Pedro Sánchez, respondeu nesta sexta-feira (24) à possibilidade da medida. Ele enfatizou que o país é um membro confiável da Otan que cumpre com todas as obrigações. No Conexão Record News, o especialista em segurança e estratégia internacional Ricardo Cabral discordou da declaração.

Ele lembrou que a Espanha é a única nação europeia que não cumpre a meta de financiamento e nem participa de todos os exercícios militares. Ainda assim, a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, defendeu o aliado e afirmou que Sánchez é uma fonte de força à qual a Otan deve permanecer unida. Ela ainda argumentou que os membros europeus devem desempenhar um papel maior na própria segurança.
Cabral enxerga que a postura da italiana é uma estratégia política que busca aumentar a popularidade, uma vez que o governo de Meloni sofreu uma dura derrota ao tentar reformar o parlamento. “Ela ficou muito fragilizada [...], então adotou uma posição mais distante dos EUA e enfatiza a necessidade de mais Europa na Otan”.
Apesar dos documentos, o especialista acredita que Washington não deixará de fornecer proteção aos aliados; contudo, medidas como a de Meloni poderiam motivar um distanciamento. “O medo é esse: não fechar as bases americanas, mas transferi-las [...] para Grécia, Polônia [...] esse rearranjo vai acontecer. Lembro o George W. Bush fez isso quando os europeus não apoiaram a guerra do Afeganistão e nem a do Iraque”.
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