Análise: discutir paz com o governo libanês é ‘conversar com a pessoa errada’
Segundo Ricardo Cabral, acordo na região só será efetivo ao incluir o principal ator desestabilizador, o grupo terrorista Hezbollah
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Os Estados Unidos e Israel tentam chegar a um acordo com o governo libanês sem considerar o principal ator desestabilizador do país, aponta o especialista em segurança e estratégia internacional Ricardo Cabral.
“Lembro que o governo libanês expulsou o embaixador iraniano e o Hezbollah disse que ele não ia sair, e ele ficou. Então, quer dizer, os Estados Unidos estão falando com a pessoa errada”, diz Cabral.
Em entrevista ao Conexão Record News, ele analisa as críticas do grupo terrorista ao cessar-fogo de três semanas anunciado por Donald Trump. Ainda que nesta sexta-feira (24) não tenham sido registrados ataques entre Israel e Hezbollah, um dos líderes argumenta que a trégua não tem sentido diante da insistência de Tel Aviv em atos hostis como assassinatos, bombardeios e tiroteios, principalmente em cidades do sul do Líbano.
Cabral explica como o grupo consolidou seu poder no país ao longo dos anos, ao ponto de rivalizar com as lideranças oficiais e arriscar um conflito civil.
“Lá no sul do Líbano, eles usam as cidades, essas vilas, esses pequenos povoados. Eles fizeram a mesma coisa que o Hamas fez na faixa de Gaza. Ali tem uma rede de túneis, bases subterrâneas sobre as casas. Muitas das vezes eles expulsam os moradores para fazer dali uma base ou, na maior parte dos casos, eles deixam os moradores como escudo humano. Israel tem destruído sistematicamente todas as bases.”
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