Em meio ao calor extremo, europeus seguem evitando uso de ar-condicionado; entenda
Um a cada seis franceses prefere suportar o calor para reduzir impactos ambientais
Internacional|Do R7
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Em meio à onda de calor na Europa, turistas vêm reclamando da falta de ar-condicionado no continente nas redes sociais. Mesmo com o aumento das mortes associadas às temperaturas extremas, grande parte dos moradores ainda evita instalar o equipamento em casa.
Diferente dos Estados Unidos, onde o ar-condicionado está presente em quase todas as residências, na Europa, apenas uma parcela menor da população conta com esse recurso, segundo a CBS News. Para parte dos governos e pesquisadores, ampliar o uso de aparelhos pode aliviar o calor a curto prazo, mas também gerar impactos ambientais que contribuem para o problema no futuro.
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De acordo com Ine Vandecasteele, especialista em adaptação urbana da Agência Europeia do Ambiente, o ar-condicionado é importante em situações específicas, mas o uso excessivo tende a aumentar a emissão de calor nas cidades e intensificar o aquecimento global.
“É uma resposta imediata, que pode ajudar principalmente aqueles que são vulneráveis em hospitais, ou em curto prazo. Mas, a longo prazo, o que acontece é que instalar mais ar-condicionado, na verdade, emite mais calor para o nosso ambiente, o que acelera o aquecimento global”, disse em entrevista à emissora.
Outro fator que pesa para os europeus, além da questão ambiental, é o custo. Em vários países do continente, a energia elétrica tem preços mais elevados do que nos EUA, o que torna o uso contínuo do aparelho menos acessível.
Uma pesquisa recente realizada na França mostrou que uma a cada seis pessoas prefere suportar o calor para reduzir impactos ambientais. Por isso, governos têm apostado em medidas alternativas para reduzir os efeitos do calor, como a criação de espaços públicos refrigerados e ações voltadas à proteção de idosos.















