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Onda de calor extremo derrete toda a neve acumulada durante o inverno nos Alpes Suíços

Especialistas alertam que ritmo acelerado do degelo atingiu um marco histórico semanas antes do esperado

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A onda de calor na Europa derreteu toda a neve acumulada nos Alpes Suíços ainda em maio.
  • O degelo precoce marca o "dia da perda das geleiras", quando a neve do inverno se esgota.
  • Matthias Huss, da Glamos, destaca que o degelo é "enorme" e continuará reduzindo as geleiras até outubro.
  • Desde 2000, as geleiras suíças diminuíram 38%, e 1.200 já desapareceram; cientistas alertam para a continuidade do aquecimento global.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Cientistas alertam que, neste ritmo, até o fim do século restarão apenas pequenos remanescentes de gelo nos Alpes Suíços Jean-Paul Wettstein/Alpes

A intensa onda de calor que atinge grande parte da Europa fez com que toda a neve acumulada durante o último inverno nas geleiras da Suíça desaparecesse ainda nesta segunda-feira (29).

O fenômeno marca uma das ocorrências mais precoces já registradas do chamado “dia da perda das geleiras”, quando a neve formada no inverno se esgota e o gelo acumulado ao longo de décadas passa a derreter.


Em entrevista ao The Guardian, o chefe da Rede de Monitoramento de Geleiras da Suíça (Glamos), Matthias Huss, o degelo registrado neste ano é “enorme” em toda a cadeia dos Alpes. A partir de agora, qualquer derretimento até outubro representará uma redução efetiva no tamanho das geleiras suíças, já que não resta mais neve para protegê-las.

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O marco foi alcançado apenas pela segunda vez tão cedo desde o início das medições, em 2000. O único registro mais precoce ocorreu em 2022, quando o limite foi atingido em 26 de junho. De acordo com Huss, a situação é resultado da combinação de uma nova onda de calor, das temperaturas elevadas registradas em maio e de um inverno com pouca neve.


O especialista afirmou que os efeitos podem ser observados em poucos dias. Durante uma visita à geleira do Ródano, ele constatou que cerca de um metro de gelo desapareceu em apenas dez dias. Além do calor extremo, a chegada de poeira do deserto do Saara no início do ano também contribuiu para acelerar o derretimento ao escurecer a superfície da neve e favorecer a absorção de calor.

Os impactos vão além das montanhas. Grande parte da água que abastece os rios Reno e Ródano, dois dos principais cursos d’água da Europa, depende do degelo dos Alpes. Desde o ano 2000, o volume das geleiras suíças já diminuiu 38%, enquanto cerca de 1.200 geleiras desapareceram nos últimos 50 anos. Atualmente, restam aproximadamente 1.300 no país.


Os cientistas alertam que, caso o ritmo de aquecimento global continue semelhante ao observado nas últimas décadas, até o fim do século restarão apenas pequenos remanescentes de gelo nos Alpes Suíços. Para os pesquisadores, 2026 apresenta condições muito semelhantes às de 2022, considerado até agora o ano mais extremo já registrado para as geleiras da região.

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