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Embaixadora dos EUA na ONU diz que Assad "quase" não usou arsenal químico

Internacional|Do R7

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Washington, 6 set (EFE).- A embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Samantha Power, afirmou nesta sexta-feira em Washington que o regime do presidente sírio, Bashar al Assad, "quase" não utilizou suas "enormes reservas" de armas químicas no ataque que teria realizado nos arredores de Damasco no mês passado. "Embora Assad tenha usado mais armas químicas que nunca no dia 21 de agosto, ele quase não reduziu suas reservas" dessas armas, disse Power durante uma apresentação perante o Centro para o Progresso Americano (CAP). A embaixadora falou perante o centro progressista para justificar o possível ataque militar limitado contra a Síria e criticou novamente os esforços da Rússia para impedir ações contundentes contra esse país. Nesse sentido, Power considerou que acabou o tempo para a diplomacia na Síria e que, segundo sua opinião, a solução não passa pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas. "É ingênuo pensar que a Rússia está a ponto de mudar sua postura e permitirá que o Conselho de Segurança da ONU assuma seu devido papel para fazer cumprir a paz e segurança internacional. O Conselho de Segurança que o mundo necessita para lidar com esta urgente crise não é o Conselho de Segurança que temos", enfatizou. A embaixadora insistiu que EUA "esgotaram as alternativas" e enumerou a série de "incontáveis ferramentas políticas" que Washington utilizou durante mais de um ano para "dissuadir Assad do uso de armas químicas". Segundo Power, o diálogo direto com as autoridades sírias não surtiu efeito mas, ao contrário, o regime tentou aplacar a rebelião com "armas horrendas", primeiro com ataques em pequena escala durante "múltiplas ocasiões". O governo americano tentou que as partes retornassem à mesa de negociações na busca de uma "solução política"; entregou ajuda humanitária, e apresentou à opinião pública "provas contundentes e aterrorizadoras" sobre o uso das armas químicas, disse. Power fez estas declarações às vésperas que o Congresso retome o debate sobre uma resolução que autorize um ataque militar limitado contra a Síria, dando um prazo de até 90 dias e sem a presença de tropas americanas no terreno. O presidente Barack Obama continuará sua campanha de convencimento sobre a urgência de atuar contra o regime sírio durante um discurso na próxima terça-feira, em momentos em que, por enquanto, não tem o voto assegurado nas duas câmaras do Congresso. EFE mp/rsd

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