Enquanto o mundo participa de nova corrida armamentista, Brasil está atrasado; veja análise
Para o especialista Ricardo Cabral, a indústria de defesa brasileira tem sido ‘penalizada com impostos e falta de investimento’
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Aliados europeus dos Estados Unidos enfrentarão atrasos na entrega de armamentos por conta da guerra no Irã. No Conexão Record News desta sexta-feira (17), o especialista em segurança e estratégia internacional Ricardo Cabral afirmou que o arsenal dos EUA está defasado e que “se eles passarem o que resta para usar contra o Irã, a qualquer outro conflito, os americanos vão ter que jogar pedras nos oponentes”.
Ele aponta que o uso dos avançados mísseis Tomahawk nos 48 dias de guerra no Oriente Médio foi excessivo e que em torno de 850 artefatos foram disparados no território, enquanto há uma previsão de compra de 26 projéteis para 2026. Para lidar com o desabastecimento bélico, os EUA consideram retornar a táticas utilizadas na Segunda Guerra Mundial.
Cabral aponta que o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, tem conversado com indústrias automobilísticas norte-americanas como a Ford e a GM para estabelecer a produção de itens de defesa nas linhas de produção. Enquanto isso, a Europa também produz mais armamentos: “Ou ela produz para si ou fica com um grave problema em atender às necessidades ucranianas”.
O cenário expõe uma corrida armamentista mundial, em que o especialista se vê obrigado a comentar que o Brasil se encontra na lanterna: “A Marinha pede um bilhão para manter a ideia do submarino nuclear, que já está atrasada em 30 anos [...] Temos a nossa indústria de defesa muito penalizada com impostos e falta de investimento”.
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