Entenda por que a postura de Rússia e China é o que impede uma Terceira Guerra Mundial hoje
Segundo especialista, diante dos acontecimentos no Oriente Médio, países ‘são, paradoxalmente, os vetores do equilíbrio global’
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Apesar de ser ideologicamente alinhada à administração do governo de Donald Trump, a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, fez duras críticas aos Estados Unidos pela guerra no Irã. Meloni ainda afirmou que Roma está fornecendo recursos de defesa aérea aos países do Golfo atingidos por ataques de Teerã.

A líder descreveu a guerra no Irã como parte de uma tendência crescente e perigosa de intervenções fora do âmbito do direito internacional. A operação que capturou Nicolás Maduro, as ameaças à Groenlândia e a continuidade da guerra da Ucrânia fortalecem o argumento da representante e fazem a humanidade se questionar se o futuro reserva uma possível Terceira Guerra Mundial.
Ao ser questionado sobre o cenário, o pesquisador do núcleo de estudos dos países Brics da UFF (Universidade Federal Fluminense), Lier Ferreira, tranquiliza o público: “Não acredito que neste momento nós estejamos à beira de um grande conflito global, em grande medida, porque Rússia e China não devem conversar nessa triste aventura. [...] Hoje, por mais paradoxal que seja, essas nações são os vetores mais importantes de um equilíbrio global”.
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A utilização do termo paradoxal pode causar estranheza, mas Ferreira elaborou sobre o raciocínio no Conexão Record News desta quarta (11). Enquanto Vladimir Putin e Xi Jinping não querem se envolver em novos conflitos — por motivos militares e econômicos, respectivamente — que alterariam a ordem multilateral liberal, os EUA, que construíram tal ordem, fazem o contrário.
Ele conclui a própria tese ao mencionar a importância da ONU (Organização das Nações Unidas) e do Conselho de Segurança em evitar futuros grandes conflitos, como fizeram até agora: “Seria absolutamente necessário que os Estados Unidos voltassem a valorizar os foros multilaterais. Particularmente, neste momento, a Organização das Nações Unidas e o Conselho de Segurança, para estabilizar as relações globais. Infelizmente, isso não está acontecendo”.
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