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Envio de 10 mil combatentes americanos ao Oriente Médio é ‘jogo de cena’, avalia especialista

Leonardo Trevisan não acredita que Trump esteja preparando uma invasão ao Irã; entenda

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Estados Unidos enviarão cerca de 10 mil soldados para o Oriente Médio, segundo o The Washington Post.
  • A força incluirá um porta-aviões e fuzileiros, aumentando o efetivo total na região para cerca de 50 mil combatentes.
  • Especialistas avaliam que o aumento de tropas é apenas "jogo de cena", sem intenção real de invasão como em 2003 no Iraque.
  • A necessidade de um acordo com o Irã é enfatizada, com dificuldades em harmonizar as negociações sobre o programa nuclear do país.

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Apesar do otimismo por paz, a imprensa norte-americana revelou que os Estados Unidos vão reforçar o efetivo do exército no Oriente Médio. Segundo o jornal The Washington Post, cerca de 10 mil soldados estadunidenses estão a caminho da região.

O esquadrão enviado conta com um porta-aviões com 6.000 oficiais, e outros 4.000 fuzileiros devem chegar até o fim do mês. De acordo com o Pentágono, o Oriente Médio já tem cerca de 50 mil combatentes norte-americanos participando das operações contra o Irã.


“Quem tem mais acesso às informações militares confirma que isso é só um jogo de cena. Dez mil soldados a mais no contexto de invasão ao Irã? É brincadeira. Para termos uma ideia de comparação [...] em 2003, outra realidade e outro contexto no Iraque, os Estados Unidos deslocaram 180 mil homens [...] Portanto, 10 mil é só jogo de cena, só demonstração de força; não é real que vá acontecer uma invasão com tão poucos soldados”, explicou o professor em relações internacionais Leonardo Trevisan, em entrevista ao Conexão Record News.

O docente ainda reafirmou que o atual cenário mostra que os Estados Unidos precisam de um acordo o quanto antes: “Os Estados Unidos sabem perfeitamente que o Irã não vai poder aceitar nunca o desmantelamento completo do seu programa nuclear, principalmente porque o Irã não é o único [...], a Arábia Saudita tem um programa nuclear. A Arábia Saudita é sunita, e o Irã é xiita; eles não se entendem há dezenas de séculos”, ressaltou.

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