Permanência de tropas israelenses no sul do Líbano dificulta chances de paz; veja análise
‘Resolver a questão do Líbano significaria, de algum modo, limitar a presença de Israel’, afirma professor
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Um cessar-fogo de 10 dias entre Líbano e Israel entra em vigor no Oriente Médio nesta quinta-feira (16). A medida foi anunciada por Donald Trump, que havia conversado anteriormente tanto com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, quanto com o libanês, Nawaf Salam. Um porta-voz do grupo terrorista Hezbollah, entretanto, afirmou que as negociações são um grave erro.
O cenário de tensão apontado pelo representante cresce devido à recusa de Israel em retirar tropas militares da região e à declaração do grupo terrorista de manter retaliações por conta da permanência dos soldados.

“Se as tropas de Israel continuam no Líbano, é uma chance inteira para o Hezbollah ter o que lutar. O que os árabes moderados queriam era que o Hezbollah virasse um partido político e não mais um exército. Se Israel fica no Líbano, não tem como fazer isso”, apontou o professor de relações internacionais da ESPM, Leonardo Trevisan.
Além desta situação, o especialista destaca que o cenário libanês é muito mais complexo do que o iraniano de um ponto de vista político. Segundo o professor, como a guerra é bem aceita em Israel, Netanyahu tenta garantir uma vitória para manter os índices de popularidade altos até a eleição, que ocorrerá em outubro.
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Enquanto isso, os países árabes moderados acreditam que a melhor opção no momento seria a paz na região. “Resolver a questão do Líbano significaria, de algum modo, limitar a presença de Israel. Se Netanyahu aceitar isso, ele perde totalmente a eleição”, explica Trevisan. Ao mesmo tempo que tenta manter o conflito, o político sofre uma pressão interna.
Apesar de a população apoiar a guerra, ela não concorda com as estratégias assumidas por Netanyahu: “Ele está percebendo que a guerra, por si só, não adianta. Os israelenses pensam que é preciso trocar o general. Esse fato assusta Netanyahu. Vai ser muito difícil Donald Trump conseguir convencê-lo a aceitar o cessar-fogo com a retirada das tropas, ou seja, devolver o Líbano aos libaneses”.
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