Entenda por que a Rússia perde muito mais soldados do que a Ucrânia no conflito
Guerra no Leste Europeu completa quatro anos nesta terça (24) e não há previsão de paz apesar das negociações
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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A guerra da Ucrânia completa quatro anos nesta terça-feira (24). Apesar das negociações, questões importantes continuam sem consenso e não há previsão para um acordo de paz. Segundo as Nações Unidas, mais de 15 mil mortes foram registradas desde 2022 na Ucrânia. Mas a expectativa é que esse número seja ainda maior, já que o acesso à área sob ocupação russa não é possível.
Nenhum dos lados divulga dados confiáveis sobre baixas militares. No entanto, segundo um relatório recente do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, o número de soldados mortos, feridos ou desaparecidos passa de 1,8 milhão. Já sobre a questão territorial, Moscou ocupa atualmente cerca de 19,5% do território ucraniano, segundo dados do Instituto para Estudo da Guerra.

Nas negociações pela paz, a Rússia pressiona para obter o controle total da região do Donbas e pela retirada das tropas ucranianas de regiões ocupadas. Em dados econômicos, a Ucrânia encolheu quase um terço em 2023, mas recuperou parte da perda, apesar de depender do FMI (Fundo Monetário Internacional) e de outros credores estrangeiros.
A economia russa também desacelerou, principalmente pela queda nas receitas de petróleo e gás. O Banco Mundial estima que a reconstrução da Ucrânia deverá custar cerca de US$ 588 bilhões (R$ 3,03 trilhões, na cotação atual) na próxima década.
Em entrevista ao Conexão Record News, Vitelio Brustolin, professor de relações internacionais e pesquisador, diz que houve recentemente um levantamento das baixas considerado mais confiável até agora, porque ele se baseia nos obituários publicados, tanto na Rússia quanto na Ucrânia.
Segundo o pesquisador, os números “estarrecedores” publicados são de 250 mil soldados russos mortos, contra 140 mil ucranianos. “O número de baixas [que inclui mortos e feridos] costuma ser pelo menos quatro vezes maior do que o número de mortos. Então, realmente, as perdas russas ultrapassariam um milhão”, explica.
Brustolin expõe que os russos perdem mais soldados por diversos fatores, principalmente porque precisam se movimentar mais. O deslocamento de tropas por terras, agora, é percebido com facilidade por drones e satélites. “Os soldados em movimento são alvejados pelos drones. Mesmo carros de combate, tanques de guerra, são menos utilizados agora, porque eles são identificados e são prontamente alvejados”, afirma.
Para o pesquisador, “a guerra está em um impasse, em um atrito grande, os dois lados perdem muitos soldados e a Rússia consegue lidar com essa perda maior, porque tem uma população maior. A Rússia tem cerca de 144 milhões de habitantes, a Ucrânia tem 44 milhões, e a Rússia também não tem os problemas que uma democracia teria da população protestando, porque o Putin mantém o poder com mão de ferro”.
Brustolin destaca também a inovação trazida para o campo de batalha por parte dos dois países. Ele reforça ainda o apoio de grandes potências do Ocidente e da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) a Kiev, enquanto Moscou conta com aliados como Coreia do Norte, Irã e China.
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