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Como a Dinamarca ‘adotou’ uma cidade na Ucrânia

Mykolaiv recebe 60% de toda a assistência direcionada pelo país nórdico aos ucranianos

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Dinamarca "adotou" a cidade de Mykolaiv na Ucrânia, direcionando 60% de sua ajuda humanitária para o local desde março de 2022.
  • Os investimentos dinamarqueses, que já ultrapassam US$ 250 milhões, visam a recuperação da infraestrutura, educação, e geração de empregos na região.
  • A cidade, que sofreu com a invasão russa e perdeu grande parte da população, está se reestruturando com ajuda dinamarquesa em projetos como o abastecimento de água e energias renováveis.
  • Apesar dos desafios, a população de Mykolaiv está crescendo novamente, com iniciativas para atrair famílias de volta.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Mykolaiv foi alvo de ataques durante guerra entre Rússia e Ucrânia Reprodução/Mykolaiv City Council/Valery Fedchenko via ONU

Mykolaiv, cidade de cerca de meio milhão de habitantes nas planícies do sul da Ucrânia, foi “adotada” pela Dinamarca apenas um mês após o início da invasão russa. Desde então, o país nórdico direciona 60% de toda a assistência voltada aos ucranianos a esse único município.

A iniciativa começou em março de 2022, depois que o presidente Volodymyr Zelensky propôs ao Parlamento dinamarquês uma parceria com a cidade portuária localizada no Mar Negro. De acordo com o The New York Times, no ano passado a Dinamarca já havia destinado cerca de US$ 250 milhões ao município e às áreas vizinhas.


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O jornal americano explica que os planos têm como objetivo recuperar a infraestrutura, como edifícios e serviços essenciais. Também são previstos investimentos em energia renovável e melhorias na educação.

Paralelamente, o esforço da Dinamarca se desenvolve junto a interesses comerciais no sul da Ucrânia, como projetos de energia eólica e atividades ligadas ao transporte marítimo.


O governador regional, Vitaly Kim, afirmou, em entrevista publicada pelo NYT, que a chegada de ajuda humanitária da Dinamarca e de outros países acabou criando uma base importante para o futuro econômico da região.

Em 2022, a cidade chegou a ficar parcialmente cercada por forças russas. No mesmo ano, uma adutora que levava água potável do rio Dnipro para a região costeira foi destruída, em um episódio visto como tentativa de pressionar a população civil a abandonar o local. O resultado foi um êxodo em massa, reduzindo drasticamente o número de habitantes, que chegou a cerca de 180 mil.


Sem alternativas imediatas, as autoridades locais passaram a utilizar água salgada de um estuário, bombeando-a para o sistema de tratamento como solução emergencial para higiene e limpeza. A medida, porém, teve efeitos colaterais severos: a alta salinidade acelerou a corrosão e danificou extensos trechos da rede de distribuição.

Para tentar reverter o quadro e incentivar o retorno da população, a Dinamarca passou a concentrar parte de sua ajuda na reestruturação do sistema de abastecimento de água. Ainda assim, o programa enfrentou um desgaste em 2023, após a divulgação de um vídeo nas redes sociais que mostrava a filha do então diretor da companhia de água dirigindo um Mercedes em uma festa em Odesa, enquanto jogava notas de dinheiro pela janela.


Mesmo com a repercussão negativa, os investimentos dinamarqueses continuaram, destaca o NYT. O país financiou a instalação de painéis solares em escolas e hospitais para reduzir o impacto de apagões, a construção de abrigos antiaéreos em unidades de ensino e o envio de equipes especializadas em desminagem para áreas rurais, permitindo a retomada de atividades agrícolas.

Com esse conjunto de ações, a população da cidade voltou a crescer e alcançou cerca de 470 mil habitantes, se aproximando dos níveis anteriores à guerra. Entre os projetos apoiados, está a aquisição de barcos à vela para um clube náutico infantil, como parte da estratégia de tornar o local mais atrativo para famílias deslocadas retornarem.

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