Entenda por que Japão e Filipinas estão envolvidos no novo foco de tensão em Taiwan
Analista internacional também explica que a China não estaria pronta para uma guerra agora; saiba mais
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Reino Unido, França e Alemanha alertaram para atividades chinesas na costa leste de Taiwan. Segundo um comunicado dos países, as movimentações da China ameaçam a estabilidade regional e a liberdade de navegação.
Há pouco tempo, Pequim inaugurou patrulhas da guarda costeira na região, afirmando ter realizado atividades legais de fiscalização do tráfego marítimo. Em resposta às ações chinesas, o ministro da Defesa de Taiwan afirmou que as forças armadas do país precisariam testar o nível de capacidade militar para reagir imediatamente a um início de guerra na região.
Em entrevista ao Conexão Record News, o professor de relações internacionais Vitelio Brustolin afirma que a situação até pode escalar para uma guerra, “mas não agora”. Ele lembra que o presidente chinês, Xi Jinping, acaba de demitir uma série de generais por não acreditar na competência deles. “A China também não está pronta. A intenção da China é ter um exército de nível global até 2035 e ter 1.500 ogivas atômicas também até 2035”, acrescenta.
“E, como esses dois países ficam próximos de Taiwan, Taiwan alega que a conversação precisa ser com Taiwan, que também tem ilhas na região. E a China alega que não, que Taiwan pertence à China, que a independência de Taiwan nunca foi reconhecida e que, portanto, o Japão e as Filipinas precisam negociar com a China continental as suas fronteiras e não com Taiwan. Esse é todo o problema”, esclarece.
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