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Análise: vetos no Conselho da ONU são instrumento de países com interesses geopolíticos

Votação controversa sobre programa nuclear iraniano deve acontecer antes da Assembleia Geral

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Conselho de Segurança da ONU votará sobre o programa nuclear iraniano antes da Assembleia Geral.
  • A votação, marcada para 17 de setembro, pode enfrentar vetos da Rússia e China.
  • França preside o Conselho de Segurança e destaca o descumprimento do Irã de obrigações perante a ONU.
  • Especialistas apontam que vetos são usados por países com interesses geopolíticos, destacando a posição da China e Rússia em relação ao Irã.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) deve passar por uma votação controversa sobre o programa nuclear iraniano, antes da Assembleia Geral. Segundo o embaixador francês, a questão nuclear e o descumprimento, por parte do Irã, das obrigações perante a ONU vão estar no centro das discussões. A França assume, neste mês, a presidência do conselho.

Prevista para 17 de setembro, a votação vai definir a renovação do mandato de um painel que monitora as sanções contra Teerã. Diplomatas afirmam que uma votação aumenta a possibilidade de vetos tanto da Rússia quanto da China, que afirmam que o conselho não tem mais autoridade para analisar a questão.


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Em entrevista ao Conexão Record News desta quarta-feira (2), Igor Lucena, economista e especialista em relações internacionais, afirma que o modelo que existe atualmente no Conselho de Segurança, de veto para situações que comprometeriam a ordem e a estabilidade mundial, passou a ser visto como um instrumento de países com interesses geopolíticos.

“Ou seja, vetos são colocados quando países aliados aos meus interesses são prejudicados. Então, ao vetá-los, eu trago esses países para mais próximos de mim”, explica Lucena.


Para o especialista, “independentemente do resultado que vai ser feito sobre os erros e as omissões do Irã em relação à manutenção do seu projeto nuclear, provavelmente vai receber veto porque China e Rússia não querem um Irã fragilizado — preferem um Irã ativo, combatente, que esteja na linha de frente hoje contra o seu principal rival internacional, que são os Estados Unidos”.

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