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Equipe da ONU volta a entrar em zona de suposto ataque químico na Síria

Internacional|Do R7

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Damasco/Cairo, 29 ago (EFE).- A equipe de investigadores da ONU voltou nesta quinta-feira a entrar na zona de Guta Oriental, nos arredores de Damasco, onde os opositores denunciaram na semana passada a morte de centenas de pessoas por um suposto ataque químico do regime. Ativistas da zona informaram à Agência Efe sobre a chegada dos especialistas em Guta Oriental desde a zona de Al Meleha, após terem deixado o hotel da capital no qual ficaram hospedados. Pelo segundo dia consecutivo, os inspetores deverão investigar nessa zona o suposto ataque com armas químicas, depois que na segunda-feira fizeram a mesma investigação na cidade de Muadamiya, também nas imediações de Damasco. Fontes da ONU em Damasco confirmaram à Agência Efe que a equipe saiu do hotel para ir para Guta, onde ontem visitaram um hospital de campanha, tomaram amostras de sangue e do solo, e entrevistaram médicos e pacientes afetados no fato. O Governo sírio negou em reiteradas ocasiões o uso de armas químicas contra a população e apresentou provas perante a ONU sobre o suposto emprego desse tipo de armamento por parte dos rebeldes. Damasco considera que os rebeldes estão por trás do ataque da semana passada em sua tentativa de resistir aos últimos avanços do regime no terreno e buscar apoios que levem a uma intervenção estrangeira na Síria. O primeiro-ministro sírio, Wael al Halqi, advertiu ontem que seu país se transformará em "um cemitério dos invasores" e acusou os Estados Unidos e seus aliados de empregar "argumentos falsos" para justificar uma intervenção militar. Os investigadores internacionais devem abandonar a Síria no próximo sábado e apresentarão os dados preliminares de suas pesquisas no terreno, anunciou hoje em Viena o secretário- geral da ONU, Ban Ki-moon. Ban assegurou também que falou ontem sobre a crise síria com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para compartilhar informações com ele e transmitir o desejo da ONU de que se dê uma oportunidade à diplomacia e tempo aos inspetores para terminar a investigação. EFE gb-bds/ff

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