Logo R7.com
RecordPlus

Erdogan convoca eleições antecipadas na Turquia para novembro

Internacional|Do R7

  • Google News

Ancara, 24 ago (EFE).- O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, convocou nesta segunda-feira eleições legislativas antecipadas, que devem ser realizadas no dia 1º de novembro, após expirar o prazo legal de 45 dias para formar o governo. Após uma reunião de mais de quatro horas entre Erdogan e o presidente do parlamento, Ismet Yilmaz, um comunicado da presidência anunciou a convocação eleitoral com o argumento de que era "uma necessidade" devido à atual situação política. O governamental partido islamita AKP, fundado por Erdogan, perdeu pela primeira vez desde 2002 a maioria parlamentar nas eleições de 7 de junho, e o primeiro-ministro interino, Ahmet Davutoglu, fracassou na meta de formar um Executivo de coalizão. Embora o presidente conte com atribuições para convocar eleições antecipadas, esta é a primeira vez na história moderna da Turquia que o chefe de Estado, que tem um papel bem mais simbólico, força um comparecimento às urnas, o que sempre tinha ficado a cargo do parlamento. O comunicado da presidência que informa sobre a convocação de eleições não especifica uma data, mas a Junta Eleitoral turca já propôs a semana anterior ao dia 1º de novembro, e Erdogan aprovou publicamente a ideia. O presidente turco gerou polêmica ao deixar que expirasse na semana passada o prazo para formar o governo sem entregar o mandato ao social-democrata Partido Republicano do Povo (CHP), o segundo mais votado nas eleições de junho. Com a convocação oficialmente publicada, o país tem cinco dias para formar um governo de transição, que muito provavelmente será comandado por Davutoglu. Erdogan terá uma reunião com Davutoglu amanhã, na qual provavelmente o passará a incumbência de formar esse Executivo de transição. Esse governo interino que levará ao país ao pleito deve conter representantes de todos os partidos do parlamento, embora duas formações, o CHP e os nacionalistas do MHP, já tenham declarado que não pretendem participar. Desse modo, ficariam no governo interino o islamita AKP e o partido esquerdista pró-curdo HDP, na que seria sua primeira participação em um Executivo turco. Davutoglu afirmou que vai esperar os nomes propostos pelos partidos para os cargos ministeriais, e caso não cheguem, nomeará pessoas com perfis técnicos. EFE dt-ll/vnm

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.