Espanha minimiza eventual suspensão da Otan, e Reino Unido reage sobre Malvinas
Manifestações ocorrem após relatos de que o Pentágono avalia punir aliados que não apoiem operações no Irã
Internacional|Do Estadão Conteúdo
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O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, evitou nesta sexta-feira (24) entrar em confronto com os Estados Unidos após relatos de que o Pentágono avalia medidas para punir membros da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) que não apoiem as operações americanas na guerra com o Irã.
Entre as opções em discussão, segundo a Reuters, estariam a suspensão da Espanha da aliança e a revisão do apoio diplomático de Washington à reivindicação britânica sobre as Ilhas Malvinas.
“Não trabalhamos com e-mails. Trabalhamos com documentos oficiais e posicionamentos do governo dos Estados Unidos”, disse Sánchez a jornalistas durante cúpula da União Europeia no Chipre.
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O premiê reiterou que a posição espanhola é de “absoluta colaboração com os aliados, mas sempre dentro da legalidade internacional”.
De acordo com a Reuters, um e-mail interno do Departamento de Defesa dos EUA detalha alternativas para “punir” aliados considerados relutantes em conceder acesso a bases e direitos de sobrevoo para a campanha contra o Irã.
A Espanha está entre os países que se recusaram a permitir o uso de seu território ou espaço aéreo por forças americanas envolvidas no conflito. França e Reino Unido também não deram carta branca para o uso de seus territórios.
Em Berlim, uma porta-voz do governo alemão afirmou que a permanência da Espanha na Otan “não está em questão”. “A Espanha é membro da Otan. E não vejo razão para que isso mude”, disse.
Reação britânica
Já o Reino Unido reagiu a relatos de que Washington poderia revisar seu apoio à soberania britânica sobre as Malvinas, chamadas de Falkland Islands pelos britânicos.
Em nota citada pelo The Independent, a Downing Street, como é conhecida a sede do governo local, afirmou que “a soberania pertence ao Reino Unido” e que o princípio da autodeterminação “é primordial”.
A Otan atua por consenso e seu tratado fundador não prevê mecanismos para suspender ou expulsar membros. Como organização, a aliança não tem papel direto na guerra com o Irã, além da defesa de seu próprio território.
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