Espanha: número de mortos na crise da fronteira com Marrocos chega a 67; milhares retornam
País anunciou a instalação de uma barreira de contenção de 500 metros de extensão e criou escolta aos migrantes
Internacional|Estadão Conteúdo
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O número de mortos na crise fronteiriça entre a Espanha (em Ceuta) e o Marrocos subiu para 67, informou o governo espanhol neste sábado (1º). Entre as vítimas, havia pessoas que se afogaram e outras que morreram em um tumulto ao tentar atravessar uma barreira junto ao quebra-mar.
A Espanha anunciou a instalação de uma barreira de contenção de 500 metros de extensão ao longo da cerca do quebra-mar, avançando pelo mar, depois que entre 50 mil e 60 mil migrantes romperam a fronteira do pequeno território espanhol entre quinta e sexta-feira.
Um pequeno grupo de migrantes exaustos que nadaram até a praia urbana de Tarajal, em Ceuta, na manhã deste sábado, foi recebido por soldados que os escoltaram de volta para o outro lado da fronteira.
O Ministério do Interior da Espanha afirma que a maioria das pessoas que entraram no território espanhol no norte da África já retornou ao Marrocos.
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Fluxo de migrantes
O Ministério do Interior da Espanha havia informado que cerca de 50 mil pessoas haviam cruzado a fronteira desde a manhã de quinta-feira (30) e estimou que cerca de 25 mil já haviam dado meia-volta e voltado.
Na sexta-feira (31), o país disse que tinha conseguido conter um enorme fluxo de migrantes em direção a um enclave espanhol no Norte da África, com milhares de pessoas que haviam cruzado a fronteira por terra e por mar já voltando voluntariamente.
Forças marroquinas repeliram as multidões com cassetetes e gás lacrimogêneo nos portões de Ceuta, tentando impedir que mais pessoas invadissem o minúsculo território espanhol que se projeta do Marrocos para o Mediterrâneo.
Divisão na Europa
A invasão em massa da fronteira causou divisão na Europa, em que líderes de outros países da UE exigiram que a Espanha garantisse que o incidente fosse contido.
Partidos de direita em todo o continente atribuíram a culpa pelo incidente às políticas de imigração comparativamente mais flexíveis da Espanha, incluindo uma anistia concedida a centenas de milhares de imigrantes irregulares neste ano.










