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Especialista afirma que ‘realidade vai cobrar caro’ por EUA terem abandonado Europa

Tanto militar quanto economicamente, país se afasta de aliados de longa data, que se voltam para a China; veja análise

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Os EUA consideram reduzir suas tropas na Alemanha devido à falta de apoio na guerra do Oriente Médio.
  • O ministro das Relações Exteriores da Alemanha afirma que o país está preparado para as reduções, mas especialistas discordam da capacidade militar atual da Alemanha.
  • A realocação das tropas pode ser direcionada a países com boa relação com os EUA, como Polônia e Lituânia, mas enfrenta barreiras políticas no Congresso americano.
  • A estratégia americana pode ter gerado consequências negativas, como a aproximação da China e a deterioração das relações com os aliados europeus.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Por conta da falta de apoio fornecido ao longo da guerra no Oriente Médio, os Estados Unidos avaliam reduzir o número de tropas americanas permanentes na Alemanha. Dos cerca de 68 mil militares alocados no exterior, metade se encontra no país europeu. O ministro das Relações Exteriores da Alemanha afirmou que a nação está preparada para as reduções.

Especialista em segurança e estratégia internacional, Ricardo Cabral discorda: “A Alemanha falar isso chega a ser risível. [...] O exército alemão é 25% menor do que deveria ser. Ele não consegue contratar e voltaram com o serviço militar obrigatório. [...] 50% dos blindados estão indisponíveis, 30% da força aérea também”. Segundo ele, os planos para realocar as tropas são cogitados há muito tempo.

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Nem republicanos presentes no Congresso atual apoiam realocação de tropas na Alemanha Reprodução/Record News

Cabral explica que eles seriam transferidos para outros países, como Polônia e Lituânia; porém, divergências políticas impedem o líder de prosseguir. “Ele tem que pedir permissão ao Congresso. E no Congresso atual, nem os republicanos apoiam essa maluquice!”, afirma em entrevista ao Conexão Record News desta quinta (30).

Mesmo sem poder colocar a medida em prática no momento, a estratégia diplomática do governo estadunidense já teria gerado consequências irreversíveis ao motivar uma aproximação comercial com a China em todo o mundo: “Para justamente fazer um contraponto aos americanos e equilibrar um pouco a relação. [...] A realidade vai cobrar caro por terem abandonado os europeus”.

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Em meio a tal ruptura, Cabral faz referência à mensagem de união entre aliados propagada pelo Rei Charles 3º durante o discurso realizado nesta terça-feira (28). O especialista entende que, embora a realocação de tropas seja uma forma de cobrar pelo maior envolvimento europeu, a diplomacia deveria ter sido a ferramenta de negociação.

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