Estado Islâmico diz que refém americana morreu em ataque aéreo jordaniano
Internacional|Do R7
Washington/Beirute, 6 fev (EFE).- O grupo jihadista Estado Islâmico (EI) informou nesta sexta-feira que a refém americana de 26 anos que permanecia sob sua custódia morreu em um ataque aéreo da Força Aérea da Jordânia, segundo o Site Intelligence Group, organização que monitora mensagens de radicais islâmicos. Segundo a notícia, divulgada no Twitter, o edifício no qual estava a americana, que era trabalhadora humanitária na região da fronteira entre Turquia e Síria, foi destruído em um bombardeio na cidade de Al Raqqah (Síria). Na mensagem, o EI revelou o nome da voluntária, Kayla Jean Müller, natural do estado do Arizona, algo que o governo americano havia tentando manter em sigilo enquanto negociava discretamente sua libertação. "O fracassado ataque aéreo jordaniano matou hoje uma refém americana. Os aviões dos cruzados criminosos da coalizão bombardearam uma região nos arredores da cidade de Al Raqqah hoje ao meio-dia, na hora da oração de sexta-feira", explicou a conta no Twitter associada ao EI. Nos bombardeios, que duraram uma hora, "a prisioneira americana morreu atingida por um míssil lançado contra o lugar, e ela é Kayla Jean Müller", acrescenta o texto. Os radicais mostraram várias imagens de algumas de suas sedes atacadas em Al Raqqah e o edifício destruído onde, segundo eles, a refém morreu. As fotos estavam acompanhadas de dados de contatos da vítima, como seu endereço nos EUA, seu e-mail e número de telefone. Se for confirmada esta informação, Müller será a quarta pessoa natural dos Estados Unidos a morrer em poder do EI. Desde agosto, o EI decapitou os jornalistas americanos Jim Foley e Steven Sotloff, além de Peter Kassig. Müller, membro da ONG "Support to Life", trabalhava com voluntários espanhóis da organização Médicos sem Fronteiras na fronteira entre Turquia e Síria quando foi sequestrada, em agosto de 2013. A família da voluntária tinha recebido provas do sequestro de Müller e exigências por e-mail para que fossem pagos milhões de dólares por sua libertação. A porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Marie Harf, disse que o secretário da pasta, John Kerry, e sua equipe "põem todo o esforço possível, de inteligência e diplomático, para libertar todos os americanos sequestrados no exterior". O FBI, o Departamento de Estado e as agências de inteligência estavam trabalhando na libertação de Müller de maneira discreta. A Jordânia, que participa junto com os Estados Unidos da coalizão internacional contra o EI, intensificou seus ataques aéreos contra posições da milícia extremista após a confirmação, nesta semana, do assassinato do piloto jordaniano Moaz Kasasbeh pelos fundamentalistas sunitas. EFE jmr-ssa/id










