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Etiópia detém 56 opositores por ligação com tentativa de golpe

Prisões foram realizadas depois seis ativistas compareceram diante da Corte Federal pela suposta participação 'em diversos níveis' na tentativa golpista

Internacional|Da EFE

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Tentativa de golpe foi anunciada pelo primeiro-ministro
Tentativa de golpe foi anunciada pelo primeiro-ministro

Um total de 56 membros do partido opositor Movimento Nacional de Amhara (NaMa) da Etiópia foram detidos nesta quinta-feira (27) por envolvimento com o fracassado golpe de Estado cometido no sábado na região de Amhara, norte da Etiópia.

Christian Tadele, porta-voz desta nova legenda que desafia o governo regional liderado pelo Partido Democrata de Amhara (ADP), informou aos jornalistas que 56 militantes do NaMA foram detidos em vários pontos do país, entre eles no estado de Oromia, onde vive a maior etnia do país.


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Estas detenções foram realizadas depois que nesta quarta-feira comparecessem diante da Corte Federal de primeira instância de Arada, em Adis Abeba, seis ativistas do movimento político Adis-Abeba Bale'adera Mikir Bet, pela suposta participação "em diversos níveis" na tentativa golpista.

Trata-se de uma organização liderada pelo jornalista e ativista etíope Eskinder Nega que luta por "proteger os interesses dos residentes de Adis Abeba", segundo informou a imprensa local.


"Os seis detidos foram acusados de terrorismo e permanecerão 28 dias em prisão preventiva até a próxima audiência", disse o defensor deste grupo, Henok Aknilu.

Em 24 de junho, a polícia matou o general de brigada Asaminew Tsige, suposto líder por trás da tentativa de golpe na capital regional de Bahir Dahar, que tinha fugido na noite do levante (22).


Asaminew Tsige era chefe de segurança da região de Amhara, após ter saído da prisão graças a uma anistia em fevereiro de 2018.

Ele tinha sido um dos vários militares detidos em 2009 por coordenar supostamente outro golpe de Estado para derrubar o então primeiro-ministro, Meles Zenawi, o que lhe rendeu uma sentença a prisão perpétua.


O Governo Federal assegurou no domingo que o golpe de Estado buscava "desestabilizar" o país e não se limitava só à região de Amhara, onde reside a segunda maior etnia.

No entanto, alguns especialistas apontaram agora que não está claro que se tratasse de um golpe e pedem ao Governo do reformista Abiy Ahmed que esclareça os fatos.

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