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EUA atacam três petroleiros do Irã após país lançar mísseis contra navios norte-americanos

Ofensiva aumenta a tensão entre as duas nações e ameaça uma região estratégica para o abastecimento global de energia

Reuters

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Forças norte-americanas atacaram três petroleiros iranianos após o Irã lançar mísseis contra navios dos EUA.
  • Os ataques aumentam a tensão entre os países e ameaçam o abastecimento global de energia.
  • Não houve vítimas nos ataques, mas a situação intensifica o conflito e gera oposição interna nos EUA.
  • O Irã, terceiro maior produtor da Opep, enfrenta dificuldades econômicas devido ao bloqueio naval dos EUA.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Fogo e fumaça durante ataques dos EUA a petroleiros iranianos U.S. Central Command/Handout via Reuters - 05.09.2026

As forças norte-americanas atacaram três petroleiros iranianos neste sábado (5), informou o Comando Central dos Estados Unidos, incluindo um na costa da Ilha de Kharg, próxima ao principal centro de exportação de petróleo do Irã.

Os ataques foram realizados depois que a IRGC (Guarda Revolucionária Islâmica do Irã) lançou mísseis balísticos contra dois navios da Marinha norte-americana.


“Que a mensagem para o IRGC fique clara: se vocês atacarem dois de nossos navios, imporemos um custo econômico ainda maior — destruindo três dos seus”, disse o almirante Brad Cooper, chefe do Comando Central.

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A Tasnim, agência de notícias semi-oficial iraniana, informou anteriormente que quatro mísseis norte-americanos atingiram um petroleiro na área de ancoradouro de Kharg. A publicação citou fontes locais afirmando que não houve vítimas e que a tripulação estava sendo evacuada.


Nenhum membro da equipe norte-americana ficou ferido, informou o Comando Central.

Não houve nenhum comunicado oficial imediato por parte das autoridades iranianas.


A troca de ataques ocorre após uma escalada iniciada na semana passada, que ameaça aprofundar um conflito que se arrasta desde que os EUA lançaram ataques contra o Irã em fevereiro. A ofensiva vem perturbando o abastecimento global de energia e gerando oposição da maioria dos norte-americanos, antes das eleições para o Congresso em novembro.

Ameaças de Trump

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou em 31 de agosto, em uma postagem de uma linha nas redes sociais acompanhada por um vídeo gerado por IA, que a Ilha de Kharg estava sendo “reduzida a pedacinhos”. As autoridades iranianas prometeram uma resposta contundente caso o território seja atacado.


O Irã é o terceiro maior produtor da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) e exportava 90% de seu petróleo pela Ilha de Kharg antes da guerra. Os fluxos, porém, foram interrompidos desde que o bloqueio americano às exportações iranianas começou, em meados de abril.

Trump disse em 11 de junho que queria tomar a Ilha de Kharg, mas depois afirmou que uma operação militar norte-americana no local estava fora de questão por enquanto, dias antes de Teerã e Washington assinarem um acordo provisório com o objetivo de encerrar a guerra.

Um ataque ao território pressionaria ainda mais a indústria petrolífera do Irã e sua economia em geral, que já está abalada pelo bloqueio naval norte-americano.

Os EUA impuseram seu bloqueio aos portos iranianos depois que o país fechou efetivamente o Estreito de Ormuz, uma importante via navegável que transportava um quinto do suprimento mundial de petróleo antes da guerra.

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