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Análise: EUA transformam ‘a segurança marítima em uma condição diplomática’ no conflito com o Irã

Vice-presidente norte-americano, J.D. Vance disse que confrontos com o Irã não são uma guerra

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, afirmou que os confrontos com o Irã não são considerados uma guerra.
  • Os EUA encerraram as principais operações de combate e não há confrontos em andamento, mas o fim do conflito depende do Irã parar de atacar navios comerciais.
  • Vance descartou negociações enquanto o Irã continuar atacando o transporte marítimo comercial, destacando a importância da segurança no estreito de Ormuz.
  • Segundo Kleber Galerani, a segurança marítima foi transformada em uma condição diplomática, com a desescalada do conflito sendo uma exigência para a retomada do diálogo.

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O vice-presidente dos Estados Unidos J.D. Vance disse que os confrontos com o Irã não são uma guerra. Segundo ele, os Estados Unidos encerraram as principais operações de combate e, no momento, não há confrontos em andamento. Sobre o cronograma da guerra, Vance disse que um cessar-fogo exigiria que os iranianos parassem de atirar em navios comerciais.

Ele descartou qualquer negociação enquanto Teerã continuasse a visar o transporte marítimo comercial. Vance ainda elogiou os esforços de Washington para facilitar a movimentação de petróleo pelo estreito de Ormuz e ressaltou que o foco atual dos norte-americanos é garantir que o Irã não interrompa o transporte comercial do produto.


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“Nós temos Washington transformando a segurança marítima em uma condição diplomática. Ou seja, nós não temos a diplomacia sendo utilizada para alcançar uma desescalada do conflito”, diz Kleber Galerani, professor de direito e relações internacionais, em entrevista ao Conexão Record News desta sexta-feira (4).

Segundo ele, “é como se eu condicionasse a negociação ao silêncio das armas. Primeiro, os navios comerciais deveriam ali atracar, para que depois os diplomatas sentem-se e passem a negociar de uma forma mais aberta”.


Galerani explica ainda que, no cálculo de Washington, proteger os navios vem antes de reabrir o diálogo, mas quanto mais tempo a negociação permanecer condicionada, maior será o risco de cada novo ataque ampliar a crise.

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