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EUA consideram possível um acordo com o Irã ‘hoje ou amanhã’ para reabrir Ormuz

Secretário do Tesouro diz que acordo excluiria a possibilidade de Teerã cobrar qualquer pedágio dos navios que passam pelo estreito

Internacional|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, está confiante em um acordo com o Irã para reabrir o estreito de Ormuz ao tráfego de navios comerciais.
  • O acordo visaria restabelecer a liberdade de movimento, excluindo a cobrança de pedágios por Teerã e estabilizando os preços da energia.
  • O secretário de Estado, Marco Rubio, mencionou avanços nas negociações, com navios já cruzando o estreito transportando petróleo.
  • O Irã descreveu as conversas com Omã como positivas, buscando garantir rotas de trânsito seguras que respeitem os direitos soberanos e a segurança nacional.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Embarcações no estreito de Ormuz, vistas de Musandam, Omã
EUA esperam que reabertura do estreito de Ormuz estabilize os preços da energia Stringer/Reuters - 03.08.2026

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, expressou sua confiança em chegar a um acordo com as autoridades do Irã “hoje ou amanhã” que permita abrir o estreito de Ormuz ao tráfego de navios comerciais.

“Estamos em negociações com o Irã. Existe a possibilidade de chegarmos a um acordo hoje ou amanhã para abrir o estreito e avançarmos em direção a uma situação mais normalizada neste conflito”, afirmou em declarações à rede CNBC.


Nesse sentido, Bessent destacou que, nesse caso, a “liberdade de movimento” seria restabelecida, o que excluiria a possibilidade de Teerã cobrar qualquer pedágio dos navios que atravessarem o estreito.

O secretário do Tesouro destacou que, embora a situação continue um pouco tensa, já foram vistos vários navios partindo até mesmo neste momento, por isso ele confia que, assim que o estreito for reaberto, “haverá centenas, se não milhares, de navios esperando para partir”.


“Espero que os preços da energia se estabilizem, o que será benéfico para todo mundo”, afirmou ele, lembrando que não se trata apenas de energia, mas também de fertilizantes, produtos refinados e diversos gases industriais, por isso, ele aventou que poderia ocorrer uma grande recuperação no comércio à medida que esses preços caíssem.

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De forma semelhante, o secretário de Estado, Marco Rubio, pronunciou-se nesta terça-feira (4) ao anunciar “avanços” nas negociações que, embora ainda não tenham chegado a um acordo definitivo, em Washington esperam “que isso ocorra muito em breve”.


“Estamos imersos em um diálogo e em negociações entre Omã e o Irã sobre como garantir que mais navios possam atravessar essa zona com segurança no curto prazo, enquanto avançamos para essas conversas de longo prazo sobre a desnuclearização”, declarou ele, antes de garantir que já há navios cruzando o estreito de Ormuz. “Neste momento, está sendo transportado petróleo pelo estreito. Portanto, o estreito está aberto”, reiterou.

Conversas com Omã

O governo do Irã, por sua vez, limitou-se a descrever suas conversas com as autoridades omanitas sobre a gestão do estreito de Ormuz como “positivas”.


“Até o momento, as conversas receberam uma avaliação positiva tanto no nível técnico quanto no político, e o Irã se empenha, em cooperação com Omã, em desenvolver os mecanismos necessários para futuros acordos que regulamentem o tráfego marítimo nessa via navegável estratégica”, declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baqaei, em declarações à emissora Press TV.

O porta-voz destacou que o objetivo desses contatos entre Teerã e Mascate é definir rotas de trânsito seguras para as embarcações que “respeitem os direitos soberanos e levem em consideração as questões de segurança nacional tanto do Irã quanto de Omã”.

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