Reino Unido se prepara para ‘guerra no espaço’ com energia dirigida e ataques cibernéticos
Defesa britânica está intensificando as capacidades ofensivas fora da Terra em meio à corrida armamentista
Internacional|Do R7
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O anúncio de que os Estados Unidos possuem armas espaciais posicionadas na órbita da Terra gerou alerta em todo o mundo. No Reino Unido, chefes de defesa, que já vinham investindo em tecnologias que operam no espaço, devem intensificar as capacidades ofensivas, em meio à corrida armamentista.
O jornal The Sun conversou com especialistas que se mostraram preocupados com uma guerra no espaço envolvendo Estados Unidos, Rússia e China, e explicaram como os britânicos poderiam se proteger.
Veja Também

Cidades
‘Isso expõe uma fragilidade’, diz especialista sobre alertas falsos e possível ataque cibernético

Internacional
Guerra da Ucrânia: imagens do espaço mostram ataque de mísseis e explosões

Conexão Record News
‘Dependência digital’: especialista analisa consequência de ataque cibernético a aeroportos europeus
Mark Hilborne, professor sênior de Estudos de Defesa do King’s College London, afirmou que, em um cenário de guerra espacial, o Reino Unido provavelmente usaria táticas de guerra eletrônica e interferência.
Entre as estratégias de defesa mencionadas pelo professor estão armas de energia dirigida, que ajudariam a “ofuscar” sensores de satélite e cegá-los temporariamente, e ataques cibernéticos.
O documento “Estratégia Espacial”, publicado no site do governo do Reino Unido, reforça a importância de investir em defesa espacial.
“O espaço está entrando em uma nova era. Uma era marcada por um enorme potencial para transformar a maneira como vivemos, com uma indústria comercial dinâmica fornecendo serviços e produtos do espaço que mal podíamos imaginar há uma década. Mas também uma era de crescente volatilidade, em que as ameaças e os perigos no espaço refletem cada vez mais a geopolítica da Terra”, diz um trecho do documento.
“Em resposta, o Reino Unido precisa de um foco estratégico mais claro: um que integre as prioridades civis e de defesa, fortaleça a resiliência, proteja nossos interesses soberanos e direcione o investimento para os mercados e as capacidades asseguradas e nacionalmente separáveis que são mais importantes”, acrescenta.
Armas espaciais dos EUA
Na segunda-feira (14), o secretário da Força Aérea do país, Troy Meink, reconheceu pela primeira vez que os Estados Unidos têm armas espaciais na órbita da Terra. Apesar da confirmação, ele se recusou a discutir as capacidades das armas ou revelar detalhes sobre testes.
Segundo Meink, a arma é necessária para defender os EUA de ataques de “adversários hostis” e manter a supremacia do país, “não apenas no ar, mas também no espaço”.
O anúncio ocorre em meio a um esforço da Força Espacial para discutir mais abertamente as ameaças em órbita e estratégias de defesa. Há anos, Washington acusa a China e a Rússia de desenvolverem armas espaciais que seriam capazes de destruir satélites americanos em um futuro conflito.
Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp













