EUA e China iniciam hoje cúpula presidencial na Califórnia
Internacional|Do R7
Fernando Mexía Los Angeles (EUA.), 7 jun (EFE).- Os presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama, e da China, Xi Jinping, realizam nesta sexta-feira uma reunião a portas fechadas que se espera que sirva para diminuir tensões entre ambas as potências e estreitar laços comerciais. Obama chegou em Los Angeles nesta manhã após fazer escala ontem em San José, no Vale do Silício, onde participou de vários atos para arrecadar fundos para seu partido, atividade que repetiu hoje em Santa Monica antes de se dirigir para o Rancho Mirage, local do encontro entre os governantes. Xi, por sua parte, chegou no aeroporto de Ontário, no condado de San Bernardino, na quinta-feira à tarde, segundo informou o Ministério das Relações Exteriores chinês em comunicado. O líder asiático chegou na Califórnia junto com sua esposa, Peng Liyuan, após realizar uma visita de Estado de três dias ao México, e foi recebido pelo governador Jerry Brown e o prefeito de Los Angeles, Antonio Villaraigosa. Os líderes realizarão seu primeiro encontro em uma imponente fazenda de 80 hectares situada próxima de Palm Springs, na zona desértica de Rancho Mirage. Após a reunião, está previsto um jantar de trabalho e as conversas serão retomadas amanhã. Até o momento não há nenhuma declaração oficial sobre o encontro. Em Washington, acredita-se que Xi irá para a reunião com Obama com vontade de falar com "franqueza" sobre suas divergências e estabelecer uma relação pessoal mais estreita, que favoreça o entendimento e a cooperação entre ambos os países. Desejo semelhante ao da China, onde se espera "uma troca de pontos de vista extensa e em profundidade", que abranja "as relações bilaterais, assim como assuntos internacionais e regionais de interesse mútuo", segundo fontes oficiais. Sobre a mesa de trabalho estará a ciberespionagem, economia, desnuclearização da Coreia do Norte, disputas territoriais no Pacífico asiático, assim como o conflito na Síria, segundo fontes americanas. A espionagem cibernética com origem na China sofrida por organismos estatais e empresas de EUA será um dos maiores empecilhos da cúpula, especialmente depois que Obama precisou se pronunciar sobre um plano confidencial para analisar os registros de chamadas dos usuários nos EUA Washington exige que Pequim realize medidas para frear a pirataria, pela qual responsabiliza o governo chinês, que nega qualquer envolvimento. O organismo federal de análise estratégico National Intelligence Council afirmou recentemente que a "China era de longe o país mais ativo na hora de roubar propriedade intelectual de companhias dos EUA". São esperados avanços em cooperação econômica e investimento e há otimismo sobre uma possível aproximação de posições da China e EUA frente às ambições nucleares da Coreia do Norte, cujas atividades ameaçam desestabilizar a região do Pacífico. A China, por outro lado, mantém disputas territoriais com vizinhos como Japão, Índia, Vietnã e Filipinas, todos eles aliados dos EUA, que seguem com inquietação as aspirações do gigante asiático e manifestaram sua intenção de aumentar sua influência nesta área, o que por sua vez alimenta os temores chineses. É a segunda vez que Obama e Xi se encontram em um ano, mas da última vez o líder asiático visitou os Estados Unidos como vice-presidente da China. Xi assumiu o poder em março e seu perfil é considerado mais internacional do que de seu antecessor, Hu Jintao. EFE fmx/dk












