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EUA e Irã trocam ataques após trégua na guerra, em um dos maiores confrontos desde julho

Americanos ameaçaram ações ainda mais devastadoras, enquanto iranianos denunciaram vítimas civis no conflito

Reuters

Internacional|Da Reuters

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Confronto armado entre EUA e Irã, com ataques mútuos após trégua na guerra.
  • Estados Unidos ameaçam ataques mais devastadores; Irã denuncia vítimas civis.
  • Impacto econômico com queda nas bolsas asiáticas e europeias e alta no preço do petróleo.
  • Irã ataca bases dos EUA no Oriente Médio, enquanto EUA atingem defesas iranianas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

EUA afirmaram ter atacado, na terça-feira (1º), as defesas aéreas da Guarda Revolucionária Islâmica Comando Central dos EUA/Reuters - 01.09.2026

O Irã e seus vizinhos árabes voltaram a mergulhar na guerra, nesta quarta-feira (2), em meio ao maior confronto armado entre Teerã e Washington desde julho, com as forças norte-americanas atacando a costa sul do Irã e o Irã disparando contra bases norte-americanas em toda a região.

Os Estados Unidos ameaçaram com ataques ainda mais devastadores. O Irã acusou Washington de atingir uma festa de casamento, matando cinco pessoas e ferindo dezenas.


As bolsas asiáticas e europeias caíram após os novos ataques aéreos dos EUA, que empurraram os preços do petróleo de volta a níveis não vistos desde julho, agravando o impacto econômico de uma onda global de vendas de títulos, já que o abalo no abastecimento de energia alimenta a inflação em todo o mundo.

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O Comando Central das Forças Armadas dos EUA informou ter atacado, na terça-feira (1º), as defesas aéreas da Guarda Revolucionária Islâmica, sistemas de radar, recursos marítimos, recursos de colocação de minas e instalações de comunicação.


A mídia iraniana noticiou ataques a vários alvos próximos ao estreito de Ormuz — a estreita via navegável onde Teerã tem ameaçado petroleiros que tentam passar sem sua permissão.

Ataques na região

O Irã respondeu atacando o que afirmou serem alvos dos EUA no Bahrein, Jordânia, Kuwait e Iraque, e declarou que seu objetivo agora é expulsar as forças norte-americanas da vasta rede de bases militares que elas mantêm há décadas em todo o Oriente Médio.


“A maldade norte-americana na região será recebida com respostas mais pesadas, mais generalizadas e devastadoras, e qualquer país que cooperar com o agressivo exército norte-americano deve aceitar suas consequências perigosas”, afirmou o comando militar do Irã.

As Forças Armadas da Jordânia informaram ter enfrentado 13 mísseis, dos quais dez foram interceptados e três caíram em áreas remotas.


A Guarda Revolucionária disse ter matado um grande número de militares norte-americanos na Jordânia, mas autoridades dos EUA disseram à Reuters que não houve vítimas, de acordo com avaliações iniciais.

No Kuwait, o Irã afirmou ter realizado um ataque com mísseis e drones contra a vasta Base Aérea Ali Al Salem dos EUA e ter tido como alvo a residência de um comandante norte-americano.

O corpo de bombeiros do Kuwait informou que as equipes extinguiram, na madrugada desta quarta-feira, um incêndio em um complexo residencial atingido por um drone iraniano, o que causou danos, mas não resultou em vítimas.

O Catar, que abriga a maior base aérea dos EUA no Golfo, afirmou que “considera a República Islâmica do Irã totalmente responsável, do ponto de vista legal, por esses ataques e suas repercussões e consequências”.

O Bahrein, que abriga o quartel-general regional da Marinha dos EUA, declarou que drones iranianos foram interceptados e destruídos.

A Guarda Revolucionária Islâmica afirmou que suas forças terrestres realizaram ataques combinados com mísseis e drones contra bases norte-americanas em Erbil, no norte do Iraque, alegando ter matado vários militares norte-americanos no local. Nem o Iraque nem os EUA confirmaram o ataque.

O Irã também disse que dois petroleiros foram atingidos por minas enquanto eram conduzidos pelo estreito de Ormuz por agentes dos EUA por um canal que Teerã diz ter fechado.

Ataque a casamento

O Irã registrou pelo menos 12 mortes na noite dos ataques dos EUA, com cinco pessoas — incluindo uma criança de 4 anos — que teriam sido mortas enquanto comemoravam um casamento em uma casa em Sirik, uma cidade ao longo da costa do estreito.

A mídia iraniana informou que até 68 pessoas ficaram feridas no local e divulgou imagens de várias crianças feridas no hospital.

Autoridades iranianas compararam o incidente a um ataque a uma escola para meninas que matou 160 pessoas na primeira noite da guerra.

A Reuters não conseguiu verificar o incidente de forma independente, e autoridades norte-americanas não se pronunciaram sobre o assunto.

Um vídeo filmado pela Agência de Notícias da Ásia Ocidental do Irã no suposto local mostrava escombros espalhados pelos cômodos e pelo pátio de uma residência. Um par de sandálias femininas de tiras estava abandonado sobre um tapete encharcado de sangue.

“Só fico feliz que o número de vítimas não tenha sido ainda maior”, disse Ali Molahi, identificado como o pai da noiva.

Escalada no conflito

A troca de disparos foi a mais grave desde julho, quando o presidente dos EUA, Donald Trump, interrompeu abruptamente duas semanas de intensos bombardeios contra o Irã após alertas de seus altos comandantes militares de que estavam esgotando munições e ficando sem alvos significativos.

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