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EUA não precisam que Brasil reconheça facções como terroristas para combatê-las; veja análise

Especialista defende uma ação conjunta com Washington para lutar contra o poder do crime organizado

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Especialista Vitélio Brustolin critica a abordagem do Brasil no combate ao crime organizado.
  • A diplomacia brasileira busca evitar que facções como PCC e Comando Vermelho sejam classificadas como terroristas pelos EUA.
  • Brustolin destaca que a legislação brasileira diferencia claramente organizações criminosas de grupos terroristas.
  • Ele propõe uma ação conjunta com os EUA para combater essas facções de forma eficaz.

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Os esforços da diplomacia brasileira para impedir que facções criminosas, como o PCC e o Comando Vermelho, sejam classificadas pelos Estados Unidos como organizações terroristas teriam como objetivo evitar futuras justificativas dos EUA para operações militares, assim como ocorreu na Venezuela. De fato, essa seria uma possibilidade? Para especialista, esse tipo de intervenção da Casa Branca independe da denominação que o governo brasileiro dá a esses grupos.

Os Estados Unidos não precisam que o Brasil reconheça essas organizações como terroristas para combatê-las. Veja o que acontece agora na Venezuela, no Caribe, por exemplo, os Estados Unidos declararam organizações naqueles países terroristas e estão as combatendo. Os americanos estiveram no Brasil tentando negociar uma operação conjunta do Brasil com os Estados Unidos para combater o PCC e o Comando Vermelho, porque essas organizações têm ramificações que acabam afetando o território dos Estados Unidos”, aponta Vitelio Brustolin.


Desde a megaoperação que ocorreu no RJ, projetos contra o crime organizado continuam parados Reprodução/Record News

Em entrevista ao Conexão Record News desta terça (10), o professor de relações internacionais e pesquisador de Harvard julgou que as medidas assumidas pelo Brasil para combater o crime organizado estão defasadas. Ele fortaleceu o argumento ao citar que o PL Antifacção, elaborado após a megaoperação que ocorreu no Rio de Janeiro em outubro de 2025, continua travado na legislação.

“Enquanto isso, outros países da região estão avançando. Então o Paraguai já recebe militares dos Estados Unidos [...] Se o Brasil não quer reconhecer esses grupos como terroristas, então precisa discutir com os EUA estratégias para o combate conjunto dessas organizações”, elaborou o especialista.


Brustolin defende que esta seria a melhor alternativa, uma vez que a caracterização das facções como grupos terroristas seria prejudicial ao país, especialmente por afetar investimentos.

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“Não há dúvidas de que o Comando Vermelho e o PCC praticam em alguns momentos atos terroristas. Então o fechamento de localidades e o incendiamento de ônibus ou automóveis têm um objetivo político por trás dessas ações. [...] É interessante para o Brasil que esses grupos sejam reconhecidos como terroristas? Não”. Ele também acrescenta que a própria legislação brasileira diferencia claramente grupos terroristas de organizações criminosas.


“A Lei 13.260 de 2016 considera que o terrorismo é praticado quando envolve nacionalidade, etnia, raça ou religião; esses critérios são utilizados pela ONU (Organização das Nações Unidas) para definir o crime de genocídio. Esse critério foi colocado nessa lei justamente para que organizações criminosas não sejam confundidas com organizações terroristas”, diz.

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