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EUA negam rascunho de acordo com Irã e chamam documento de ‘fabricado’

TV estatal iraniana havia informado que o documento incluiria medidas para restaurar o tráfego no estreito de Ormuz em até um mês

Internacional|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Casa Branca negou a autenticidade de um suposto memorando de entendimento entre EUA e Irã divulgado pela mídia estatal iraniana, chamando-o de "completamente fabricado".
  • A mídia iraniana informou que o rascunho incluía medidas para restaurar o tráfego no estreito de Ormuz, em troca da retirada de forças americanas.
  • O analista Tim Miller comentou que a proposta representaria um recuo em relação à posição inicial do ex-presidente Donald Trump.
  • A Casa Branca acusou Miller de disseminar desinformação e sugeriu que ele deveria se registrar como agente de um país estrangeiro.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Donald Trump exigiu “rendição incondicional” do Irã Reprodução/White House

A Casa Branca negou, nesta quarta-feira (27), a autenticidade de um suposto memorando de entendimento (MOU, na sigla em inglês) entre Estados Unidos e Irã divulgado mais cedo pela mídia estatal iraniana e criticou duramente comentários e reportagens que tratavam o documento como legítimo.

Em publicação no X, uma das contas oficiais da Casa Branca afirmou que o relatório divulgado pela imprensa iraniana “não é verdadeiro” e que o MOU “é completamente fabricado”. “Ninguém deveria acreditar no que a mídia estatal iraniana está publicando. Os fatos importam”, escreveu a conta.


A reação ocorreu após comentários do analista da emissora americana msNOW Tim Miller sobre uma reportagem segundo a qual Teerã teria em mãos um rascunho preliminar de acordo para encerrar o conflito com os EUA.

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Miller afirmou que a proposta representaria um recuo em relação à posição inicial do presidente Donald Trump, que havia exigido “rendição incondicional” do Irã.


Segundo o comentarista, o suposto entendimento previa a reabertura do estreito de Ormuz sob controle iraniano e a retirada de forças militares americanas da região, com eventual retomada das negociações nucleares posteriormente.

A conta da Casa Branca respondeu diretamente às declarações de Miller e acusou o analista de disseminar desinformação baseada em material da mídia estatal iraniana.


“Tim Miller tem um caso tão severo de ‘Síndrome de Obsessão Anti-Trump’ que deformou seu cérebro do tamanho de um amendoim, a ponto de começar a tratar a mídia estatal iraniana como fato e espalhar desinformação em nome dela”, escreveu o perfil oficial.

A publicação acrescenta que Miller “talvez devesse se registrar sob a FARA como agente de um país estrangeiro”, em referência à lei americana que regula representantes de governos estrangeiros.


Mais cedo, a TV estatal iraniana havia informado que o rascunho incluiria medidas para restaurar o tráfego comercial no estreito de Ormuz em até um mês, em troca da retirada de forças americanas próximas ao Irã e da suspensão de um bloqueio naval.

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