EUA se declaram preocupados com novos combates no leste da Ucrânia
Internacional|Do R7
Washington, 4 jun (EFE).- O governo dos Estados Unidos se declarou nesta quinta-feira preocupado com os novos combates registrados no leste da Ucrânia, que deixaram pelo menos 24 mortos, e advertiu que haverá "consequências adicionais" para a Rússia se continuar com sua "agressão". Nesses novos combates entre forças ucranianas e separatistas pró-Rússia, os EUA viram "o tipo de armamento que deveria ser recuado" sob os acordos de paz de Minsk, detalhou o assessor adjunto de Segurança Nacional da Casa Branca, Ben Rhodes, em uma entrevista por telefone a jornalistas. A crise na Ucrânia será um dos temas de destaque da Cúpula do Grupo dos Sete (G7), que começa no domingo na Alemanha entre os líderes desse país, Estados Unidos, França, Reino Unido, Itália, Japão e Canadá. Ao dar detalhes sobre a viagem do presidente dos EUA, Barack Obama, à Alemanha para participar dessa cúpula, Rhodes sustentou que essa reunião entre os líderes do G7 deve servir para "falar em uma só voz" de que a Rússia "continuará enfrentando sanções" até que haja uma solução diplomática ao conflito na Ucrânia. Segundo Rhodes, é preciso "tempo" para que as sanções afetem o "cálculo" político de presidentes como o russo Vladimir Putin. "Vimos isso com o Irã", ao lembrar que o regime de Teerã levou "anos" para sentar e negociar sobre seu programa nuclear, e que isso só foi possível pelas sanções impostas a esse país. O governo dos EUA já tinha advertido ontem a Rússia de que responderá com "mais custos" a qualquer tentativa das milícias apoiadas por Moscou de conquistar mais território na Ucrânia. A ameaça de guerra em grande escala após a nova onda de combates entre forças governamentais e milícias pró-russas na região de Donetsk está pondo em perigo os acordos de paz alcançados em fevereiro em Minsk. EFE mb/cd







