Logo R7.com
RecordPlus

EUA têm mais medo de extremistas locais do que de ataques de fora, diz pesquisa

61% dos entrevistados acreditam que perigos internos são a maior ameaça para o país

Reuters

Internacional|Da Reuters

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • 25 anos após o 11 de Setembro, norte-americanos temem mais extremistas domésticos do que ataques estrangeiros, segundo pesquisa Reuters/Ipsos.
  • 33% dos entrevistados consideram o terrorismo doméstico a maior ameaça à segurança, comparado a 20% que temem o terrorismo estrangeiro.
  • 61% dos entrevistados acreditam que extremistas domésticos representam a maior ameaça ideológica.
  • A desaprovação das guerras pós-11 de Setembro contribuiu para a ascensão de Trump, que prometeu evitar conflitos prolongados.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Apesar do legado do 11 de Setembro, muitos americanos desaprovam as guerras subsequentes Brendan McDermid/Reuters - 31.08.2026

25 anos após os ataques de 11 de setembro, que concentraram temores dos Estados Unidos nas ameaças vindas do exterior, os norte-americanos estão agora mais preocupados com ataques de extremistas domésticos do que com grupos estrangeiros, segundo pesquisa Reuters/Ipsos.

Quando questionados sobre qual seria a maior ameaça à segurança do cidadão norte-americano comum, 33% dos entrevistados escolheram o “terrorismo doméstico”, enquanto 20% optaram pelo terrorismo estrangeiro e 42% apontaram atos aleatórios de violência, como tiroteios em massa, mostrou a pesquisa realizada entre 28 e 31 de agosto.


O quadro era bem diferente há uma década. Uma pesquisa Reuters/Ipsos de meados de 2013 mostrou que 21% dos norte-americanos consideravam o terrorismo doméstico a principal ameaça, um número inferior aos 28% que apontaram o terrorismo estrangeiro e aos 51% que escolheram atos aleatórios de violência.

Veja Também

Militantes estrangeiros da Al-Qaeda lançaram aviões contra o World Trade Center, em Nova York, e o Pentágono, nos arredores de Washington, em 11 de setembro de 2001, matando milhares de pessoas e desencadeando décadas de guerra, incluindo a invasão liderada pelos EUA ao Afeganistão, onde os líderes da Al-Qaeda estavam baseados.


A Al-Qaeda também inspirou o atentado à Maratona de Boston de 2013, no qual dois irmãos nascidos no exterior mataram três pessoas e feriram mais de 260, com uma quarta vítima fatal ocorrendo alguns dias depois.

Medo do extremismo interno

Mas os EUA também testemunharam muitos ataques de origem doméstica, incluindo o tiroteio em massa de 2016 que matou 49 pessoas em uma boate gay na Flórida e outros ataques contra norte-americanos negros, latinos ou judeus.


O próprio presidente Donald Trump enfrentou tentativas de assassinato, incluindo um ataque em 2024 que feriu sua orelha, e o ativista conservador Charlie Kirk foi morto a tiros em setembro de 2025 enquanto discursava para estudantes universitários em Utah.

Quando questionados sobre quais ataques motivados por ideologias representam a maior ameaça, 61% dos entrevistados na última pesquisa escolheram os extremistas domésticos e 34% escolheram os de fora do país.


O legado dos ataques de 11 de Setembro continua forte, segundo a pesquisa.

Seis em cada dez pessoas afirmam pensar periodicamente nos ataques e aproximadamente a mesma proporção diz que apoiaria uma resposta militar caso ocorresse outro ataque de grande magnitude.

Mas os norte-americanos não acreditam que as guerras que se seguiram ao 11 de Setembro tenham valido a pena.

Cerca de 48% disseram que a guerra no Afeganistão não valeu o preço pago, em comparação com 21% que disseram que valeu, enquanto o restante não tinha certeza ou não respondeu à pergunta.

A guerra no Iraque foi igualmente impopular, com 51% desaprovando e 21% aprovando.

A desaprovação pública dessas guerras contribuiu para a ascensão de Trump, já que ele fez campanha com a promessa de evitar guerras prolongadas.

O próprio Trump iniciou uma guerra contra o Irã há seis meses. A pesquisa revelou que apenas 25% dos norte-americanos acham que o conflito valeu a pena, em comparação com 54% que acham que não valeu.

A pesquisa Reuters/Ipsos, realizada online, entrevistou 1.167 adultos norte-americanos em todo o país, com margens de erro entre 3 e 6 pontos percentuais.

Search Box

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp

Siga R7 no Google e fique por dentro de tudo que acontece

Seguir no Google

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.