Ex-presidente da Volkswagen é indiciado por fraude das emissões
Martin Winterkorn, ex-CEO da montadora, foi indiciado por fraude e outros crimes no escândalo das emissões de poluentes por veículos a diesel
Internacional|Fábio Fleury, do R7, com Reuters

Procuradores federais dos Estados Unidos revelaram, nesta quinta-feira (3), uma série de acusações contra o antigo CEO da Volkswagen, Martin Winterkorn, entre elas fraude e violação de leis ambientais, no escândalo de 2015, quando veio a público que a montadora usava um programa que fraudava testes de emissão de poluentes em veículos a diesel.
O indiciamento foi feito sob segredo de Justiça em março e revelado agora. Winterkorn deixou o cargo em setembro de 2015, logo depois que o escândalo foi descoberto.
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O procurador-geral dos EUA, Jeff Sessions, disse em uma nota à imprensa que o indiciamento mostra que "o esquema da Volkswagen para descumprir suas exigências legais ia até o mais alto escalão da empresa".
Acusações formais
Winterkorn foi acusado de conspiração para fraudar os Estados Unidos, fraude no exterior e violar a lei federal sobre poluição do ar de pelo menos maio de 2006 até novembro de 2015, utilizando um software ilegal que permitia que os veículos a diesel da montadora emitissem poluição acima do limite sem serem detectados.
No início, a Volkswagen disse que apenas executivos de baixo escalão sabiam do esquema. Mas a ação movida por Sessions afirma que Winterkorn foi informado sobre o esquema em maio de 2014 e que, em julho de 2015, decidiu juntamente com outros executivos "manter a fraude e enganar as agências regulatórias norte-americanas", disseram os procuradores.
Uma porta-voz da procuradoria-geral dos EUA em Detroit disse que Winterkorn ainda não foi detido. Além dele, outras oito pessoas foram indicadas, duas delas já se declararam culpadas. Um ex-executivo da Audi, que é cidadão italiano, aguarda extradição para os Estados Unidos.
Seis dos acusados, todos ex-executivos de alto escalão da montadora, estão na Alemanha e dificilmente serão forçadas a comparecer a audiências na Justiça norte-americana, já que seu país não costuma conceder extradições.
Six of the former Volkswagen executives charged are in Germany and have avoided facing U.S. prosecutors because Germany typically does not extradite its citizens.









