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Foguete chinês é atingido por raios após lançamento; veja vídeo

Apesar do incidente, veículo completou a missão e colocou um satélite de comunicações em órbita

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Um foguete Long March-3B chinês foi atingido por um raio logo após o lançamento, mas completou a missão com sucesso.
  • O incidente ocorreu no Centro de Lançamento de Satélites de Xichang, na China, e o foguete colocou um satélite de comunicações em órbita.
  • Foguetes são projetados para resistir a descargas elétricas, e lançamentos são realizados após análise das condições meteorológicas.
  • Incidentes semelhantes já ocorreram em missões como Apollo 12 e Soyuz, mas nem todos terminaram sem consequências, como o caso do Atlas/Centaur-67 em 1987.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Foguete foi atingido por raios cerca de 30 segundos após a decolagem Reprodução/YouTube/VideoFromSpace

Um vídeo registrou um momento impressionante durante uma missão espacial chinesa: um foguete foi atingido por um raio poucos segundos após deixar a plataforma de lançamento. Apesar da descarga elétrica, o veículo manteve sua trajetória, completou a missão e colocou um satélite de comunicações em órbita sem apresentar falhas.

O episódio aconteceu durante o lançamento de um foguete Long March-3B, realizado no Centro de Lançamento de Satélites de Xichang, na província de Sichuan, na China. Aproximadamente 30 segundos após a decolagem, uma descarga atingiu a estrutura do veículo, cena que foi registrada por câmeras e surpreendeu quem acompanhava a operação.


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Mesmo após o impacto, o foguete continuou o voo normalmente. A missão tinha como objetivo transportar um satélite que será utilizado para ampliar as comunicações da estação espacial chinesa Tiangong e dar suporte a futuras operações tripuladas do programa espacial do país.

Embora a cena pareça incomum, os foguetes podem suportar esse tipo de fenômeno. As aeronaves espaciais são projetadas para resistir a descargas elétricas, e os lançamentos são realizados apenas após rigorosa análise das condições meteorológicas.


Casos semelhantes já marcaram a história da exploração espacial. Em novembro de 1969, a missão Apollo 12, da NASA, teve o foguete Saturn V atingido por dois raios logo após a decolagem. As descargas causaram falhas temporárias em instrumentos e sensores da nave, mas os astronautas conseguiram prosseguir com a viagem até a Lua.

Mais recentemente, em 2019, um foguete russo Soyuz também foi atingido por um raio durante a subida. Assim como ocorreu na missão chinesa, o veículo permaneceu operacional e concluiu com sucesso o lançamento de um satélite de comunicações.


Nem todos os episódios, porém, terminaram sem consequências. Em 1987, o foguete Atlas/Centaur-67 sofreu uma descarga elétrica que provocou falhas em um dos computadores responsáveis pelo sistema de navegação. O problema levou à perda de controle da missão e à destruição do veículo pouco depois do lançamento.

Após esse acidente, as agências espaciais reforçaram os protocolos de segurança relacionados ao clima. Hoje, lançamentos só são autorizados quando as condições atmosféricas oferecem baixo risco de descargas elétricas, reduzindo as chances de incidentes durante as fases mais críticas do voo.

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