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Ex-presidente do Egito é condenado à prisão perpétua por espionagem

Internacional|Do R7

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Cairo, 16 jun (EFE).- O Tribunal Penal do Cairo condenou nesta terça-feira à prisão perpétua o ex-presidente do Egito Mohammed Mursi e outros 16 islamitas acusados de espionagem e de colaboração com organizações estrangeiras para planejar ataques no Egito. Entre os 16 condenados à perpétua também estão o líder da Irmandade Muçulmana, Mohammed Badia, o presidente e o vice do braço político da confraria, o Partido Liberdade e Justiça, Saad Katatni e Esam al Arian, respectivamente. Nesta mesma ação, que tinha 36 réus, a corte sentenciou à pena capital três proeminentes dirigentes da Irmandade Muçulmana: Jairat al Shater, Mohammed al Beltagui, Ahmed Abdelati. Outras 13 pessoas, julgadas à revelia, também foram condenadas à forca, e dois receberam sete anos de prisão, e um dos inicialmente processados morreu na prisão, Farid Ismail. Eles são acusados de revelar segredos da segurança nacional e de colaborar com organizações estrangeiras, entre elas o movimento islamita palestino Hamas. Mursi escutou a sentença com semblante sério desde a jaula reservada aos réus dentro da sala, na Academia da Polícia no Cairo, onde havia muitos policiais e jornalistas. Como pôde constatar a Agência Efe, que acompanhou o julgamento, os condenados fizeram com a mão o símbolo dos protestos dos islamitas e gritaram palavras de ordem como "que caia o governo militar" e "revolucionários livres continuarão o caminho". O juiz Shaaban al Shami leu a opinião não vinculativa do mufti Shawqi Allam, máxima autoridade religiosa muçulmana do Egito, que se pronunciou a favor das penas de morte. O magistrado também deve decidir hoje o recurso sobre a fuga de uma prisão durante a revolução, que em 2011 derrubou o então presidente Hosni Mubarak. Por estas acusações, Mursi e outras cem pessoas, entre elas Badia e Shater, foram condenados à morte há um mês. Mursi já havia sido condenado em abril a 20 anos de prisão pelo uso de violência durante distúrbios ocorridos em frente ao Palácio Presidencial de Itihadiya, no Cairo, em dezembro de 2012. O ex-presidente, derrubado em 3 de julho de 2013, é acusado em outros processos de insultar o judiciário e entregar informação confidencial ao Catar. Desde o golpe de Estado, as autoridades egípcias perseguem a Irmandade Muçulmana, declarada grupos terrorista, e a justiça condenou seus dirigentes e centenas de seus simpatizantes à penas de morte e de prisão. EFE ms-mv/cd

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