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Ex-presidente Evo Morales vai a Cuba por motivos de saúde 

Morales está refugiado na Argentina após renunciar ao cargo de presidente na Bolívia; governo interino emitiu ordem de prisão contra ele

Internacional|Do R7, com Agência EFE

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Morales removeu um tumor nas cordas vocais em 2017
Morales removeu um tumor nas cordas vocais em 2017

O ex-presidente da Bolívia, Evo Morales, deixou Buenos Aires na madrugada desta segunda-feira (10) com destino a Cuba por motivos de saúde, e retornará no próximo final de semana à Argentina.

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"O ex-presidente Evo Morales fez uma viagem não programada na noite passada a Cuba por razões de saúde. Seu retorno está marcado para este fim de semana, a fim de cumprir a agenda programada", diz o comunicado divulgado pela assessoria de imprensa de Morales.

O presidente argentino, Antonio Fernandez, também confirmou a viagem do boliviano.


"Então, me disseram que parecia que estava passando por tratamento de alguma coisa e teria que viajar. Ele tinha falado dias atrás comigo", disse Fernández à "rádio Continental", de Buenos Aires, quando perguntado sobre a viagem de Morales a Havana.

Morales passou por uma cirurgia de laringe em Cuba em abril de 2017, quando removeu um tumor benigno da corda vocal esquerda.


O ex-mandatário boliviano havia chegado em meados de dezembro à Argentina, onde pediu refúgio, depois de permanecer um mês como requerente de asilo no México após sua renúncia, em novembro do ano passado, sob pressão das Forças Armadas.

Alberto Fernández destacou que "nada o impede, como refugiado político, de viajar para Cuba".


Pendências na candidatura

Luis Arce é candidato indicado por Evo Morales
Luis Arce é candidato indicado por Evo Morales

A viagem de Evo Morales para Havana ocorreu horas após o Supremo Tribunal Eleitoral da Bolívia, o Órgão Eleitoral Plurinacional, anunciar que havia 'observado' sua candidatura para senador de Cochabamba por seu partido do MAS (Movimento pelo Socialismo).

No dia 31 de janeiro, a advogada Patricia Hermosa, responsável por inscrever a candidatura de Morales ao Senado foi presa. Na ocasião, o ex-presidente afirmou que as autoridades 'sumiram' com seu certificado militar.

De acordo com o TSE local, o candidato não pode estar inabilitado dentro dos parâmetros constitucionais, apresentar o certificado de serviço militar, se conhece os idiomas oficiais do país e quais e ainda comprovar residência na Bolívia.

A candidatura do economista Luis Arce à presidência também foi observada pelo MAS, em ambos os casos por não cumprirem alguns requisitos para se qualificar para as eleições do próximo dia 3 de maio.

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