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Ex-presidente uruguaio apoia regulamentação de consumo de cocaína

Tabaré Vázquez afirmou que o uso das drogas é algo "inevitável"

Internacional|Do R7

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Ex-presidente afirmou que "é preciso abrir um amplo caminho de informação à população sobre estes assuntos"
Ex-presidente afirmou que "é preciso abrir um amplo caminho de informação à população sobre estes assuntos"

O ex-presidente do Uruguai e pré-candidato às eleições de 2014, o médico oncologista Tabaré Vázquez, mostrou nesta quinta-feira (8) seu apoio a uma regularização do consumo da cocaína, uma semana depois que a Câmara dos Deputados legalizou a produção e venda de maconha no país.

Em um programa da emissora "Channel 4" do Uruguai, Vázquez se mostrou a favor da regulamentação da cocaína, dizendo que o consumo de drogas é "inevitável". "Eu acho que (legalizar a cocaína) não é autorizar o consumo, e é preciso educar para que não se consuma. Mas, mais do que liberar, é preciso regulamentar", declarou.


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O ex-mandatário falou também da recente norma aprovada pela Câmara dos Deputados, que ainda deve ser referendada pelo Senado, que autoriza a compra e venda de maconha no Uruguai, e disse que "é preciso abrir um amplo caminho de informação à população sobre estes assuntos".

"Não nos deslumbremos por estarmos discutindo o tema da maconha porque há outras drogas que geram mais morte como o álcool e o tabaco", destacou. Deste modo, lembrou que o tabaco produz 5 milhões de mortes por ano, enquanto o consumo problemático de drogas, umas 200 mil.


Vázquez disse que apoia a realização de um referendo sobre as drogas, já que "é preciso respeitar a decisão do povo soberano". O ex-presidente fez as declarações no mesmo dia em que confirmou sua candidatura para as eleições preliminares de seu partido político para escolher o candidato presidencial de 2014.

Sua posição a favor da regulamentação da cocaína já recebeu críticas do principal partido da oposição, o conservador PN (Partido Nacional). O senador dessa coalizão, e um dos que se inscreveu como pré-candidato presidencial, Jorge Larrañaga declarou hoje que a posição do ex-presidente uruguaio "é uma surpresa" e a considerou uma "barbaridade" e um "disparate".


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