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Ex-secretário-geral da ONU vê chance de paz na Síria com negociações entre Rússia e EUA

Kofi Annan, tentou, sem sucesso, alcançar um acordo para acabar com a guerra em 2012

Internacional|Do R7

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"Nenhuma guerra vai durar para sempre", acrescentou Annan
"Nenhuma guerra vai durar para sempre", acrescentou Annan

As negociações entre a Rússia e os Estados Unidos podem produzir uma chance de paz na Síria, afirmou nesta terça-feira (28) o ex-secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) Kofi Annan, que tentou, sem sucesso, alcançar um acordo para acabar com a guerra em 2012.

"Nesta situação, o papel da Rússia e dos EUA é fundamental. Se os dois encontrarem uma forma de trabalhar efetivamente juntos e de trabalhar com os outros, vamos encontrar uma solução", disse Annan a uma plateia de estudantes e diplomatas, incluindo Lakhdar Brahimi, que o sucedeu como mediador da crise síria, mas que também deixou o cargo depois de não conseguir forjar um acordo.


"Nenhuma guerra vai durar para sempre", acrescentou.

Os EUA e a Rússia irão discutir a questão da Síria na sexta-feira (30) em Viena e convidaram o Irã, amplamente visto como uma parte fundamental de qualquer acordo de paz, mas que os norte-americanos se recusaram a ter na mesa quando Annan estava à frente da mediação em 2012.


A chave para acabar com a guerra de quatro anos e meio, que já matou mais de 250.000 pessoas, é aproximar "governos que estão financiando a guerra, que estão dando dinheiro e armas às partes responsáveis", disse Annan.

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"Talvez fosse muito cedo, em 2012, talvez não estava maduro. Mas hoje vemos contatos que não eram possíveis em 2012 ou até um ano atrás, em que há reuniões entre os russos, os sauditas, os norte-americanos e os turcos tentando encontrar uma solução comum."


A única maneira de trazer a paz seria se os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, possivelmente com a Alemanha, trabalhassem em conjunto com os poderes regionais: Arábia Saudita, Turquia, Irã, Egito e Catar, disse ele.

Esses governos seriam capazes de controlar os grupos de oposição armados que lutam na Síria, que teriam de ser parte de qualquer acordo de paz, afirmou.

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