Exército da Nigéria mata 150 integrantes do grupo islamita Boko Haram
Internacional|Do R7
Lagos, 18 set (EFE).- O Exército nigeriano confirmou a morte de pelo menos 150 integrantes do grupo radical islâmico Boko Haram em combates desenvolvidos no norte do país, nos quais 16 soldados também foram mortos. O porta-voz do Exército da Nigéria, Ibrahim Attahiru, confirmou o número de vítimas em declarações recolhidas pelo jornal local "Thisday" nesta quarta-feira. Entre os insurgentes mortos se encontra um dos principais líderes da seita islâmica, Abba Goroma. As autoridades locais pediam uma recompensa de US$ 62,5 mil pela captura deste líder. A notícia sobre essa ofensiva do Exército nigeriano veio à tona depois que pelo menos 40 soldados nigerianos morressem e outros 65 ficassem desaparecidos após uma emboscada dos fundamentalistas no estado nortista de Borno. O jornal local "Premium Times" informou ontem que esse sangrento ataque ocorreu na última sexta-feira. Segundo a fonte, os soldados faziam parte da Força de Ação Conjunta (JTF, na sigla em inglês) do Exército da Nigéria e estavam em uma missão avançada para bombardear os acampamentos do Boko Haram na estrada que liga Maiduguri com Baga. No entanto, os bombardeios foram cancelados, e as tropas que avançavam por terra não foram avisadas. Após esse intenso ataque, os supostos radicais islâmicos confiscaram as armas dos soldados nigerianos. Desde o mês de maio, a Nigéria realiza uma ofensiva antiterrorista nos estados de Yobe, Borno e Adamawa, no nordeste do país (todos eles sob estado de emergência), após um aumento da atividade criminosa nessa região, onde opera o Boko Haram. No entanto, os islamitas não interromperam seus ataques. O grupo, cujo nome significa "a educação não islâmica é pecado" em línguas locais, luta para impor a Lei Islâmica no país africano, de maioria muçulmana no norte e predominantemente cristã no sul. Desde 2009, quando a Polícia matou o líder de Boko Haram, Mohammed Yousef, os radicais mantêm uma sangrenta campanha de ataques, a qual já causou mais de 3 mil mortos, segundo números do Exército nigeriano. Com cerca de 170 milhões de habitantes integrados em mais de 200 grupos tribais, a Nigéria, o país mais povoado da África, sofre múltiplas tensões por suas profundas diferenças políticas, socioeconômicas, religiosas e territoriais. EFE da/fk












