Familiares de tripulantes do submarino reclamam da Marinha
Para eles faltam maiores informações sobre embarcação desaparecida
Internacional|Eugenio Goussinsky, do R7

Enquanto o porta-voz da Marinha, Enrique Balbi, dizia, nesta segunda-feira (20), que a área de operações estava analisando mais um ruído vindo do mar, as famílias dos tripulantes do submarino ARA San Juan, eram só apreensão.
Um dos que resumiram toda essa angústia foi Eduardo Krawczyk, pai de Eliana Maria Krawczyk, a primeira mulher na Argentina a se tornar oficial em um submarino. Ao Infobae, ele deu a seguinte declaração.
— Levanto-me antes das 6h para rezar o rosário e pedir por ela e toda minha família. Meu filho estava na internet quando apareceu a notícia (do desaparecimento).
Outros parentes também demonstravam preocupação com a falta de notícias. Eram os casos de Claudio Rodriguez, irmão do tripulante Hernán Rodriguez, e de Cristina Gallardo, irmã de Javier Gallardo. Cristina chorava muito ao falar sobre a situação. E reclamou da Marinha, negando que a instituição estivesse fornecendo informações.
— Não sabemos nada, estamos desestruturados, ninguém nos informa nada. Só sei que seguem buscando.
Claudio fez um comentário na mesma linha, queixando-se da comunicação precária entre a Marinha e os familiares.
— Lamentavelmente não estão dando as informações que queremos, a preocupação grande que temos é como é possível não saberem onde está (a embarcação).
O submarino ARA San Juan está desaparecido desde quarta-feira (14), com 44 pessoas a bordo. A embarcação perdeu contato quando navegava entre o porto de Ushuaia e Mar del Plata, 400 km a sul de Buenos Aires, em missão de observação.
Segundo afirmou nesta segunda-feira (20) o comandante da base naval de Mar del Plata, Gabriel Galeazzi, a tripulação do submarino, de construção alemã e com propulsão diesel e elétrica, comunicou uma avaria, para depois perder contato em definitivo.
A preocupação maior é que, para esse tipo de submarino, estima-se que há a capacidade de armazenamento de oxigênio por no máximo 15 dias. O indicado é, a cada 24 horas, a embarcação subir à superfície para obter mais oxigênio e manter a comunicação com a base, além de recarregar as baterias.
O presidente da Argentina, Mauricio Macri, esteve nesta segunda-feira na base naval de Mar del Plata para dar apoio aos familiares dos tripulantes. A Marinha já afirmou que busca passar informações permanentemente, a cada 24 horas.







