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Fernández estabelece prazo para renegociar dívida da Argentina

Presidente diz ter apoio do FMI, a quem deve cerca de 44 bilhões de dólares. Peronista foi eleito no primeiro turno e derrotou ex-presidente Macri

Internacional|Do R7

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Fernandez diz ter apoio do FMI em renegociação
Fernandez diz ter apoio do FMI em renegociação

O presidente argentino Alberto Fernández disse que estabeleceu o prazo de 31 de março para renegociar a dívida pública galopante da Argentina e que um Fundo Monetário Internacional mais "inovador" aprova a direção que seu governo está tomando.

A Argentina está conversando com os detentores de títulos e outros credores para reestruturar cerca de 100 bilhões de dólares em dívida, entre eles o FMI, a quem deve cerca de 44 bilhões de dólares.

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"Acho que daqui até 31 de março nossa trajetória ficará muito clara", afirmou Fernández em entrevista publicada no domingo pelo site de notícias online El Cohete A La Luna. "Esse é o teto que estabelecemos, porque há vencimentos significativos".

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Fernández, um peronista moderado de centro-esquerda, foi eleito em outubro com um mandato encarregado de pôr fim a dolorosos cortes fiscais implementados por seu antecessor, Mauricio Macri.

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As medidas do governo

Os partidários de Fernández esperam mais gastos do Estado para ajudar as famílias que lutam em meio ao baixo crescimento, aumento da pobreza e inflação acima de 50%.

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Depois de assumir a presidência há pouco mais de um mês, seu governo anunciou planos para aumentar os impostos sobre as exportações agrícolas, bem como esforços para obter receita com ativos estrangeiros e dólares de turismo argentino gastos no exterior.

As medidas trouxeram críticas da oposição, mas, segundo Fernández, conquistaram a aprovação do FMI.

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"Tudo que foi proposto até agora foi visto como pontos de partida essenciais para ajustar a economia", disse Fernández sobre as negociações iniciais do governo com a instituição financeira global.

Autoridades do FMI em Buenos Aires não responderam imediatamente a um pedido de comentário.

Fernández disse que a nova diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, está buscando uma abordagem mais "inovadora" do que sua antecessora, Christine Lagarde.

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