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Filho de mulher morta pelo IRA denuncia ameaças de líder do Sinn Fein

Internacional|Do R7

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Dublin, 5 mai (EFE).- O filho de Jean McConville, mulher assassinada pelo IRA em 1972, disse nesta segunda-feira que o presidente do Sinn Fein, Gerry Adams, afirmou que "haveria reações violentas" se ele revelasse os nomes dos pistoleiros que mataram sua mãe. "Interpreto como uma ameaça", declarou Michael McConville à cadeia "BBC", um dia após a Polícia da Irlanda do Norte (PSNI) libertar sem acusações Adams, detido na quarta-feira para ser interrogado por esse crime. "Gerry Adams me disse: 'Michael, vai receber uma carta de apoio da comunidade republicana. Se revelar os nomes espero que esteja preparado para a reação violenta", relatou McConville, que tinha 11 anos quando o IRA raptou sua mãe de sua casa em Belfast. Michael McConville afirmou na quinta-feira passada que, embora conheça a identidade dos assassinos, não pode divulgá-la porque o matariam. Segundo McConville, a intimidação agora é exercida por grupos do IRA contrários ao processo de paz, que executariam ele e sua "família" se revelasse os nomes dos autores do crime, pois assim seria considerado um "delator" ou um "informante". Jean McConville, uma viúva de 37 anos, católica e mãe de dez filhos, foi assassinada pelo já inativo IRA por espionar para as forças britânicas, acusação que se revelou falsa. Seu corpo só foi encontrado em 2003, quatro anos depois da organização reconhecer a autoria do crime e dar pistas sobre seu paradeiro. Em 2006, uma investigação do Escritório do Defensor público limpou definitivamente o nome da viúva ao garantir que ela nunca foi uma "informante". Michael McConville explicou hoje que a suposta ameaça foi feita por Adams quando o Defensor público estava realizando a investigação. Na época, o presidente do Sinn Fein tinha organizado uma série de encontros entre a família e membros do IRA. McConville afirmou hoje que advertiu Adams que identificaria os assassinos se o movimento republicano colocasse em dúvida o relatório do Defensor público. Foi então quando o líder nacionalista, segundo a versão do familiar, falou sobre "reações violentas". Adams foi libertado ontem pela PSNI após quatro dias de interrogatórios, mas a polícia enviará um relatório para a promotoria norte-irlandesa para deixar em suas mãos a decisão de acusar o líder pelo assassinato. Após sair de delegacia, o líder republicano reiterou sua inocência e assegurou que sua detenção foi fruto de uma conspiração de um setor da PSNI e de radicais unionistas para prejudicar o processo de paz e o Sinn Fein nas eleições locais e europeias deste mês. EFE ja/dk

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