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Filipinas defendem 'guerra contra as drogas' na ONU e criticam ONGs

A polícia filipina calcula que morreram cerca de 5 mil pessoas, mas grupos civis e ONGs internacionais elevam o número para mais de 20 mil

Internacional|Da EFE

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Ministro reconheceu abusos policiais
Ministro reconheceu abusos policiais

O ministro de Relações Exteriores das Filipinas, Teodoro Locsin, defendeu nesta quinta-feira (14) "a guerra contra as drogas" de seu governo, acusado de cometer milhares de execuções extrajudiciais, e criticou as ONGs de defesa dos direitos humanos por "prejudicarem a imagem" de seu país.

"Com a guerra contra as drogas, as Filipinas renovam seu compromisso com a responsabilidade do Estado de proteger, antes de tudo, os que cumprem a lei diante dos que a descumprem", declarou o ministro durante discurso na Comissão de Entorpecentes da ONU.

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Segundo o chefe da diplomacia filipina, a estratégia de mão dura fez com que mais de 1,4 milhão de consumidores de drogas iniciassem um tratamento e a criminalidade sofresse uma redução de 30%.

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Na guerra suja contra as drogas, a polícia filipina calcula que morreram cerca de 5 mil pessoas, mas grupos civis e ONGs internacionais elevam o número para mais de 20 mil e acusam diretamente as forças de segurança de empreender uma campanha de assassinatos.

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Locsin reconheceu hoje na ONU que ocorreram alguns abusos "repulsivos" por parte de policiais, mas que eram casos isolados e, portanto, não havia motivo para interromper a guerra contra as drogas.

"Eles nos dizem que deveríamos suavizar nossa postura, que legalizemos as drogas como fizeram alguns países europeus", declarou o ministro, apesar de nenhum Estado europeu ter adotado tal política.

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"Consideraríamos essa possibilidade se fôssemos do tamanho de uma lata de sardinhas, mas somos uma nação de 110 milhões de habitantes e milhares de quilômetros de litoral", justificou o ministro.

Em seguida, Locsin atacou as ONGs europeias que criticam seu governo ao afirmar que "está sendo travada uma guerra de relações públicas contra a guerra de combate às drogas" nas Filipinas.

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"Pelas mãos dessa campanha difamatória, as ONGs europeias iniciaram outra guerra contra nossa sociedade e nossa segurança", acrescentou o ministro filipino.

Em agosto do ano passado, familiares de vítimas da guerra contra as drogas acusaram o presidente filipino, Rodrigo Duterte, no Tribunal Penal Internacional (TPI) de crimes de contra a humanidade ao considerá-lo "criminalmente responsável" de assassinato e atos desumanos.

Duterte desafiou o TPI a condená-lo à forca, dias antes de o país deixar formalmente o Estatuto de Roma, que constituiu o tribunal de Haia (Holanda).

O presidente filipino anunciou em março do ano passado sua intenção de deixar o tribunal internacional, poucas semanas depois que a promotora gambiana Fatou Bensouda iniciou uma avaliação preliminar sobre as "execuções extrajudiciais" no país.

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