Finlândia reabre escolas e diz que coronavírus está controlado
Medida gerou críticas, já que faltam apenas duas semanas para o fim do ano letivo. Escolas poderão fechar caso número de casos volte a crescer
Internacional|Da EFE, com R7

A Finlândia deu um passo mais perto do normal nesta quinta-feira (14) com a abertura em escalas e com algumas restrições de escolas e jardins de infância, fechados por quase dois meses pela pandemia de coronavírus, enquanto as autoridades acreditam que a epidemia já está controlada no país.
Milhares de alunos da pré-escola e do ensino fundamental foram os primeiros a retornar às salas de aula, apesar das críticas da comunidade educacional e de que restam apenas duas semanas até o final do ano acadêmico.
"Segundo especialistas, o impacto da reabertura de escolas na epidemia será pequeno, mas os benefícios para as crianças serão grandes", disse o ministro da Educação, Li Andersson, em entrevista coletiva na terça-feira para justificar a medida.
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No entanto, Andersson esclareceu que as autoridades municipais competentes em questões educacionais podem ordenar o fechamento de algumas escolas se observar um aumento notável no número de infecções.
Além disso, o governo impôs uma série de restrições aos centros educacionais para impedir que a situação piorasse significativamente novamente.
Entre outras medidas, os alunos serão divididos em grupos separados um do outro, as medidas de higiene serão intensificadas e as aulas, horários das refeições e entradas e saídas da escola serão em escalas.
Segundo especialistas, o declínio constante da taxa de novas infecções e mortes nas últimas semanas indica que a pandemia está sob controle, embora não tenha sido superada.
Até agora, a Finlândia, com uma população de 5,5 milhões, registrou 6.145 casos confirmados e 284 mortes por covid-19, segundo os últimos dados oficiais.
A decisão de reabrir as escolas, faltando apenas duas semanas para o final do curso, suscitou críticas de uma seção de pais e professores.
O sindicato dos professores se opõe à medida devido ao risco que representa para a saúde de professores, alunos e suas famílias, uma vez que, como denunciado em uma declaração, "não há garantias de que seja seguro abrir escolas".














